Abertura do 1º Simpósio do Dia do Geógrafo é marcada por debates sobre Território e Transposição do Rio São Francisco

18 de maio de 2016

DSC_0813Em comemoração ao Dia do Geógrafo, festejado em 29 de maio, tiveram início na tarde dessa terça-feira (17), no Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Guarabira, as atividades acadêmicas referentes ao 1º Simpósio do Dia do Geógrafo. O evento reuniu, no Auditório do Centro de Humanidades (CH), estudantes e professores com o intuito de compartilhar conhecimentos e travar debates a partir do tema “Geografia: território, geotecnologias e cultura”.

DSC_0822As palestras de abertura foram ministradas pelos professores e pesquisadores Luciene Vieira de Arruda e Carlos Antônio Belarmino Alves. Em sua explanação, a professora Luciene abordou os diversos conceitos que compõem a categoria Território. Todos, segundo ela, interligados à concepção de relações de poder. A docente partiu de uma discussão humana e social para a questão física, incluindo as concepções ambientais e o uso dos recursos naturais.

“Território é um dos principais e mais utilizados termos da Geografia, pois está diretamente relacionado aos processos de construção e transformação do espaço geográfico”, frisou Luciene Vieira.DSC_0827

O professor Carlos, por meio da palestra intitulada “Transposição das águas do Rio São Francisco: interesses x conflitos”, trouxe, primeiramente, dados históricos sobre o surgimento da ideia de interferência no curso do rio para abastecer regiões marcadas por estiagens. Depois, apresentou os embates políticos, sociais e governamentais que se proliferaram em torno do tema em foco. Além disso, ressaltou vantagens e desvantagens oriundas da transposição, como a garantia de água para milhares de pessoas, por um lado, e a devastação da mata ciliar e os impactos na fauna e flora, por outro.

“Foi no século XIX, durante o Império, que se cogitou pela primeira vez a possibilidade de transposição do São Francisco. O rio corresponde a uma área de 637 milhões de km², beneficiando a população de 503 municípios de quatro regiões brasileiras. O processo de canalização em vigor deve ser concluído no próximo ano. Quatro estados do Nordeste serão contemplados com o projeto: Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte”, explicou o docente.

O seminário, organizado pelo Centro Acadêmico Milton Santos em parceria com o Departamento de Geografia, foi prestigiado pelo diretor do CH, professor Waldeci Ferreira Chagas, que elogiou a iniciativa e ressaltou a importância de socializar os saberes. “Parabenizo a todos os envolvidos na concretização deste evento. Oportunidade como esta é enriquecedora para se aprofundar as discussões que começaram na sala de aula. Aproveitem bem este momento, com indagações e reflexões”, disse Waldeci.

Os docentes Lanusse Tuma e Francisco Fábio Dantas, respectivamente chefe do Departamento e coordenador do Curso de Geografia, apontaram a visibilidade que o Centro e a área vêm obtendo, no universo acadêmico, devido ao contínuo esforço em promover atividades voltadas para o debate coletivo. Para o professor Fábio, o CH está cada vez mais se consolidando como um espaço de produção e divulgação do conhecimento.DSC_0816

Após homenagear os profissionais e alunos que compõem a ciência geográfica do Campus III, bem como salientar a dedicação do CA na realização do referido seminário, o professor Lanusse Tuma fez questão de divulgar que em breve o curso será contemplado com um moderno laboratório de cartografia. Notícia recebida com entusiasmo pela plateia.

A programação prossegue até esta quarta-feira (18). Logo mais à tarde, a partir das 13h30, será promovida a mesa redonda “Cartografia e geotecnologias: suas importâncias na geografia”, com as contribuições dos professores Utaiguara Borges e Leandro Rodrigues. À noite, às 19h, o debate ficará por conta dos docentes Belarmino Mariano Neto e Aletheia Stedile Belizário. Ambos integram a mesa redonda “Geografia cultural: visões do nordeste”.

 

 

Simone Bezerrill/Ascom-CH