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Centro de Humanidades

NEABI/UEPB-CH promove ações de conscientização em prol da campanha “Setembro Amarelo”

27 de setembro de 2018

O diálogo como principal instrumento de prevenção do suicídio. Essa é premissa da campanha internacional “Setembro Amarelo”. Desde 2015, no Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV), juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), mobiliza, anualmente, um conjunto de atividades de conscientização, visando o enfrentamento do crescente número de suicídio no país. Segundo dados divulgados por essas entidades, uma média de 25 brasileiros, sobretudo jovens, tiram a vida diariamente.

De acordo com especialistas da área de saúde, é preciso cada vez mais falar sobre o assunto, em casa, na escola, na universidade ou no trabalho. Para eles, a conversa permite orientar e encaminhar pessoas com sintoma potencial para o suicídio, como a depressão, para um tratamento adequado, possibilitando-lhe a abertura de novas perspectivas em relação ao modo de encarar a vida. Com o entendimento de que dialogar sobre o tema é a melhor forma de prevenção desse tipo problema social, o Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), situado em Guarabira, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiras e Indígenas (NEABI/UEPB-CH), promoveu uma série de ações educativas, tendo como slogan “Setembro Amarelo: vamos falar dessa campanha?”.

No último dia 18, professoras do Departamento de Educação do CH, Joana Dar’k Costa e Rita Rocha, e estudantes de diferentes cursos do Campus III se mobilizaram, a partir da oficina “Tingindo de Amarelo o Centro de Humanidades”, para levar mensagens de força para aqueles que possam estar vivenciando algum tipo de problema mental. Foram fixados cartazes por todo o CH, que também recebeu uma decoração especial, com a aplicação de laços amarelos em sua estrutura.

Nessa quarta-feira (26), foi realizada, no Auditório do Centro de Humanidades, uma palestra com a professora Laércia Maria de Medeiros, do Departamento de Psicologia do Campus I da UEPB. A docente discorreu sobre a importância de abordar o suicídio no meio acadêmico. Para ela, trata-se de um fenômeno exclusivamente humano e presente em todas as culturas.

“A gente tem se preocupado muito com o que a saúde mental tem acarretado em estudantes universitários. Constata-se, a partir de pesquisas, que há uma necessidade urgente de olhar com mais atenção para nossos estudantes, pois têm aumentando os índices de desenvolvimento de transtornos mentais entre os universitários. A ação suicida é a máxima de todas as dores. É um problema  extremamente difícil de ser tratado, talvez pelo fato de adentrar nossa profundidade e nossos próprios pensamentos”, relatou a docente.

Segundo a professora, as taxas de morte decorrentes de suicídio crescem a cada ano. “Em 2012, o suicídio era a décima causa de morte entre estudantes, mundialmente falando. Em pesquisas mais recentes, 2017/2018, o suicídio subiu para o segundo lugar. Há estimativas de que em uma sala com cinco pessoas, uma já tenha cogitado se suicidar”, destacou Laércia Maria.

Estudante do Curso de Psicologia da UEPB, Leonardo Farias de Arruda também contribuiu com a discussão sobre a questão: “É importante ressaltar que a ideia do suicídio não surge por si só, sempre está associada e precedida por alguma doença mental, como exemplo a depressão, que, por sua vez, é um problema estimulado numa sociedade individualista, que não pensa no próximo, sendo pautada na concorrência e no individualismo”.

A professora Ivonildes da Silva Fonseca, diretora do Campus III e coordenadora do NEABI/UEPB-CH, ressaltou a relevância das atividades desenvolvidas em prol da campanha Setembro Amarelo: “A ação atendeu a uma demanda aqui do Centro, oriunda de estudantes e professores que objetivaram promover um debate sobre questões psicológicas que levam os jovens ao suicídio”.

Para a diretora, o CH buscou fortalecer o apelo propagado pelo CVV e pela Associação Brasileira de Psiquiatria em relação à luta contra o suicídio. “É fundamental compartilhar afetos, bem como promover diálogos e escutas. Entendemos que as dores que o ser o humano sente possam ser sanadas com essas iniciativas”, frisou a professora Ivonildes.

O Centro de Valorização da Vida promove apoio emocional, com a finalidade de prevenir o suicídio, atendendo, de forma voluntária e gratuita, todas as pessoas que querem e precisam conversar. Basta ligar para o número 188. Saiba mais sobre o CVV, acessando o site https://www.cvv.org.br/.

 

 

Simone Bezerrill/Ascom-CH

Fotos: jarbelle Bezerra