{"id":697,"date":"2018-03-01T17:00:42","date_gmt":"2018-03-01T17:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=38685"},"modified":"2018-03-01T17:00:42","modified_gmt":"2018-03-01T17:00:42","slug":"pesquisa-da-uepb-sobre-conversao-de-lixo-plastico-e-destaque-em-revista-cientifica-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/cct\/2018\/03\/01\/pesquisa-da-uepb-sobre-conversao-de-lixo-plastico-e-destaque-em-revista-cientifica-internacional\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UEPB sobre convers\u00e3o de lixo pl\u00e1stico \u00e9 destaque em revista cient\u00edfica internacional"},"content":{"rendered":"<p>Muitas pessoas n\u00e3o imaginam, mas os res\u00edduos pl\u00e1sticos s\u00e3o respons\u00e1veis por boa parte da polui\u00e7\u00e3o, tanto em \u00e1reas terrestres como tamb\u00e9m nos rios e oceanos. Nas \u00e1reas aqu\u00e1ticas, por exemplo, a estimativa \u00e9 de que sejam lan\u00e7adas entre 1,15 e 2,41 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1sticos por ano, segundo estudo da Ocean Cleanup, uma funda\u00e7\u00e3o holandesa que atua nesse seguimento. Entretanto, uma pesquisa desenvolvida no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia Ambiental da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) surpreendeu a comunidade cient\u00edfica mundial com uma alternativa real para combater este problema.<\/p>\n<p>A pesquisa \u201cConvers\u00e3o de Lixo Pl\u00e1stico em Nanoespumas Fotocatal\u00edticas para Remedia\u00e7\u00e3o Ambiental\u201d, coordenada pelo professor Rodrigo Jos\u00e9 de Oliveira, do Departamento de Qu\u00edmica, foi destaque na edi\u00e7\u00e3o do \u00faltimo dia 20 de fevereiro, da revista ACS Applied Materials and Interfaces, da American Chemical Society, uma publica\u00e7\u00e3o com conceito Qualis A1 e fator de impacto 7,5, um dos maiores valores dentro da \u00e1rea de Qu\u00edmica. De acordo com o professor Rodrigo, essa pesquisa vem sendo feita desde 2015, com a aluna Geov\u00e2nia Cordeiro, atualmente doutoranda na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e tem como foco solucionar uma adversidade do meio ambiente utilizando outro problema ambiental.<\/p>\n<p>\u201cNosso foco \u00e9 pegarmos um problema, que \u00e9 o lixo pl\u00e1stico, e dar a este rejeito um fim nobre. Isso significa poder transformar o lixo pl\u00e1stico em um agente de remedia\u00e7\u00e3o ambiental. Para realizar essa proposta, n\u00f3s pegamos um pl\u00e1stico, utilizamos uma t\u00e9cnica f\u00edsico-qu\u00edmica chamada &#8216;separa\u00e7\u00e3o de fases induzida termicamente&#8217; e com essa t\u00e9cnica colocamos o pl\u00e1stico em contato com um solvente para obter ao final uma espuma. A espuma tem uma vantagem, que \u00e9 sua grande \u00e1rea superficial, por possuir muitos poros. Nesses poros penduramos nanopart\u00edculas que t\u00eam a\u00e7\u00e3o catal\u00edtica e podem destruir os poluentes\u201d, explicou professor Rodrigo de Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo foi comprovado durante a pesquisa, o pl\u00e1stico que era um problema foi convertido em um material que colocado em uma \u00e1rea polu\u00edda ou com alto grau de concentra\u00e7\u00e3o de corantes na \u00e1gua, catalisa as impurezas e faz a colora\u00e7\u00e3o desaparecer. \u201cEsse novo material foi criado para que peg\u00e1ssemos um rejeito problem\u00e1tico para o meio ambiente e o transformasse em um agente capaz de combater de forma eficaz a polui\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o pesquisador, que assinou a publica\u00e7\u00e3o ao lado do professor Julian Eastoe, da Universidade de Bristol, School of Chemistry (Inglaterra).<\/p>\n<p>Sobre essa parceria com a Universidade de Bristol, professor Rodrigo ressalta que a pesquisa chamou tanta aten\u00e7\u00e3o que ele foi convidado, no m\u00eas de maio de 2017, para trabalhar como pesquisador visitante na Inglaterra, custeado pela pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, o que contribuiu para que fosse formado um canal de intera\u00e7\u00e3o entre a School of Chemistry e a UEPB. \u201cIsso coloca a Universidade Estadual da Para\u00edba no circuito internacional, no principal circuito de pesquisa em materiais, e come\u00e7a a abrir portas que antes estavam fechadas\u201d, acrescentou o professor.<\/p>\n<p>O coordenador geral da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o <em>Strict Sensu<\/em> da UEPB, professor Germano Ver\u00e1s, valorizou essa conquista da Institui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o da pesquisa coordenada pelo professor Rodrigo de Oliveira, uma vez que, segundo ele, a comunidade cient\u00edfica mundial passar\u00e1 a ficar mais atenta \u00e0s pesquisas que s\u00e3o desenvolvidas pelos programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Universidade. \u201cToda a comunidade de pesquisadores do mundo inteiro acompanha essas publica\u00e7\u00f5es e a participa\u00e7\u00e3o desse artigo em espec\u00edfico confirmou que na UEPB \u00e9 produzida ci\u00eancia de ponta. Essas revistas prezam pela qualidade e relev\u00e2ncia de seu conte\u00fado e temos v\u00e1rias pesquisas de alto impacto, uma vez que todos trabalham pela qualifica\u00e7\u00e3o do conhecimento que \u00e9 produzido aqui\u201d, afirmou Germano Ver\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa ainda pode avan\u00e7ar mais<\/strong><\/p>\n<p>Se o ineditismo e a capacidade de revolucionar o combate \u00e0 polui\u00e7\u00e3o mundial de materiais pl\u00e1sticos j\u00e1 t\u00eam uma importante representatividade para a pesquisa \u201cConvers\u00e3o de Lixo Pl\u00e1stico em Nanoespumas Fotocatal\u00edticas para Remedia\u00e7\u00e3o Ambiental\u201d, imagine ter a chance de expandi-la para atuar em outras situa\u00e7\u00f5es. Segundo explicou professor Rodrigo, h\u00e1 outra fase em desenvolvimento desta pesquisa que aponta para o uso de nanopart\u00edculas de dolomita que podem ser usadas para regenera\u00e7\u00e3o de nutrientes de \u00e1guas tratadas, como na recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de esgoto, por exemplo, ou em espa\u00e7os aqu\u00e1ticos que t\u00eam a prolifera\u00e7\u00e3o de plantas.<\/p>\n<p>\u201cO uso das nanopart\u00edculas de dolomita \u00e9 para recuperar a \u00e1gua que cont\u00e9m muito nutriente. Podemos usar uma espuma dotada de um tipo de material para recuperar o fosfato com a finalidade de usar esse fosfato em aduba\u00e7\u00e3o. Com isso, eliminamos o excesso de nutrientes da \u00e1gua que contribuem para o aparecimento de um grande n\u00famero de plantas, como acontece no A\u00e7ude de Bodocong\u00f3, por exemplo.\u201d, disse o professor.<\/p>\n<p>Outro tipo de contribui\u00e7\u00e3o que a pesquisa pode dar \u00e9 tamb\u00e9m atuar em outros agentes catal\u00edticos para atingir outros rejeitos pl\u00e1sticos, como o isopor. \u201cO isopor \u00e9 utilizado em diversos tipos de embalagens. Ele tem uma composi\u00e7\u00e3o mais complexa, mas tamb\u00e9m podemos atingi-lo. Por isso precisamos de um parque de equipamentos em laborat\u00f3rio que permita avan\u00e7ar. Nesse sentido, estamos sempre em busca de parcerias, como os pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es que colaboraram conosco neste artigo\u201d, acrescentou Rodrigo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do artigo na revista ACS Applied Materials and Interfaces, a expectativa \u00e9 de que outros pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es internacionais olhem com mais frequ\u00eancia para o que est\u00e1 sendo desenvolvido na UEPB, na mesma propor\u00e7\u00e3o em que aumenta a responsabilidade de manter esse tipo de trabalho por professores e alunos. \u201cConseguimos divulgar a UEPB em uma institui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a conhecia, demos um passo importante para o curr\u00edculo de nossos alunos, al\u00e9m de atrair olhares como o da Sociedade Brasileira de Pesquisa de Materiais que j\u00e1 demonstrou interesse em conhecer mais de perto nosso trabalho\u201d, pontuou.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre o assunto<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>*Estimativa global da produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico<\/em><\/strong><br \/>\n\u2013 8,3 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico virgem foram produzidas nos \u00faltimos 65 anos<br \/>\n\u2013 Metade deste material foi produzido apenas nos \u00faltimos 13 anos<br \/>\n\u2013 Cerca de 30% da produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica continua sendo usada at\u00e9 hoje;<br \/>\n\u2013 Do pl\u00e1stico descartado, apenas 9% foi reciclado;<br \/>\n\u2013 Cerca de 12% foi incinerado, mas 79% terminou em aterros sanit\u00e1rios;<br \/>\n\u2013 Os itens de menos uso s\u00e3o embalagens, utilizadas por menos de um ano;<br \/>\n\u2013 Os produtos pl\u00e1sticos com uso mais longo est\u00e3o nas \u00e1reas de constru\u00e7\u00e3o civil e maquinaria;<br \/>\n\u2013 Tend\u00eancias atuais apontam para a produ\u00e7\u00e3o de 12 bilh\u00f5es de toneladas de lixo pl\u00e1stico at\u00e9 2050;<br \/>\n\u2013 Em 2014, a Europa teve o maior \u00edndice de reciclagem de pl\u00e1stico: 30%. A China veio em seguida com 25% e os EUA reciclaram apenas 9%.<\/p>\n<p><em>*Fonte: Revista Science Advances<\/em><\/p>\n<p>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M7r3tf398I4\"  rel=\"noopener\">Document\u00e1rio Oceano Pl\u00e1stico<\/a><\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Givaldo Cavalcanti<\/em><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/pesquisa-da-uepb-sobre-conversao-de-lixo-plastico-e-destaque-em-revista-cientifica-internacional\/\">Pesquisa da UEPB sobre convers\u00e3o de lixo pl\u00e1stico \u00e9 destaque em revista cient\u00edfica internacional<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/\">UEPB<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas pessoas n&atilde;o imaginam, mas os res&iacute;duos pl&aacute;sticos s&atilde;o respons&aacute;veis por boa parte da polui&ccedil;&atilde;o, tanto em &aacute;reas terrestres como tamb&eacute;m nos rios e oceanos. 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