{"id":604,"date":"2017-10-23T20:16:57","date_gmt":"2017-10-23T20:16:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=36362"},"modified":"2017-10-23T20:16:57","modified_gmt":"2017-10-23T20:16:57","slug":"pesquisas-desenvolvidas-na-uepb-tracam-estrategias-para-enfrentamento-de-problemas-na-area-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/cct\/2017\/10\/23\/pesquisas-desenvolvidas-na-uepb-tracam-estrategias-para-enfrentamento-de-problemas-na-area-de-saude\/","title":{"rendered":"Pesquisas desenvolvidas na UEPB tra\u00e7am estrat\u00e9gias para enfrentamento de problemas na \u00e1rea de Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Um dos principais gargalos para o desenvolvimento dos munic\u00edpios paraibanos, a \u00e1rea de Sa\u00fade tem sido objeto de estudo da maioria das pesquisas desenvolvidas na Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB). Como v\u00e1rias cidades do Estado enfrentam quest\u00f5es graves, que v\u00e3o de acometimento de arboviroses at\u00e9 doen\u00e7as mais complexas que contribuem para o baixo \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), o progresso da investiga\u00e7\u00e3o acad\u00eamica tem contribu\u00eddo para encontrar estrat\u00e9gias e enfrentar as defici\u00eancias desses cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Um desses exemplos \u00e9 o projeto \u201cModelagem espacial no mapeamento de doen\u00e7as transmitidas pelo Aedes Aegypti no Estado da Para\u00edba\u201d, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (PIBIC), que tem utilizado a t\u00e9cnica de an\u00e1lise espacial para dados de \u00e1rea para obter informa\u00e7\u00f5es sobre as vari\u00e1veis que influenciam o aparecimento dos casos de Dengue em toda a Para\u00edba. Coordenado pelo professor Ricardo Alves de Olinda, do curso de Estat\u00edstica do C\u00e2mpus I, o projeto colhe dados, os interpreta e aponta as vari\u00e1veis relacionadas ao aparecimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s recebemos os dados da Secretaria de Sa\u00fade do Estado da Para\u00edba entre os anos de 2010 a 2016 e aplicamos a metodologia de an\u00e1lise espacial para dados de \u00e1rea. Com ela identificamos todas as vari\u00e1veis que apontam para o crescimento ou diminui\u00e7\u00e3o dos casos provocados pelo Aedes. Como avaliamos todos os 223 munic\u00edpios paraibanos, levamos em conta o per\u00edodo chuvoso de cada regi\u00e3o, seca, altas temperaturas e outras caracter\u00edsticas comportamentais dessas localidades\u201d, explica o professor.<\/p>\n<p>De acordo com Ricardo Olinda, os resultados desse projeto apontaram para a sazonalidade no que diz respeito \u00e0 incid\u00eancia dos casos de Dengue. \u201cOs n\u00fameros quantitativos variam de ano para ano. Se em um determinado per\u00edodo o \u00edndice de infesta\u00e7\u00e3o \u00e9 alto, no ano seguinte h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o. Isso nos leva a estudar os enfrentamentos desse problema como estrat\u00e9gias de investimento em saneamento b\u00e1sico, melhor acesso \u00e0 \u00e1gua e outras vertentes. A pesquisa existe para observar as vari\u00e1veis e indicar as pol\u00edticas que precisam ser desenvolvidas para melhorar o cen\u00e1rio\u201d, acrescenta o coordenador do projeto, que conta com o aux\u00edlio do aluno bolsista PIBIC, Arthur Oliveira Costa.<\/p>\n<p>Outra pesquisa que tamb\u00e9m tem atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Sa\u00fade, mas que est\u00e1 inserida nos conceitos da Agroecologia \u00e9 a \u201cAvalia\u00e7\u00e3o estrutural de plantas medicinais da fam\u00edlia Lamiaceae provenientes de cultivos org\u00e2nico e convencional\u201d. O projeto, que tamb\u00e9m faz parte dos investimentos da UEPB em Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, estuda seis plantas muito comuns que s\u00e3o usadas como poderosos medicamentos para seres consumidos por humanos e tamb\u00e9m por animais dom\u00e9sticos e selvagens.<\/p>\n<p>Objetos de estudo, o Alecrim, o Manjeric\u00e3o, a Erva Cidreira, o Boldo Brasileiro e a Hortel\u00e3 da folha mi\u00fada e da folha grossa, quando cultivados de forma errada, com uso de agrot\u00f3xicos, podem causar males \u00e0 sa\u00fade. \u00c9 o que explica a professora do curso de Agroecologia do C\u00e2mpus de Lagoa Seca, Camila Firmino, afirmando que tal iniciativa influencia negativamente a estrutura dos vegetais, afetando a estrutura dos \u00f3rg\u00e3os das folhas atacando diretamente a qualidade das plantas.<\/p>\n<p>\u201cEsse estudo \u00e9 muito importante porque descobrimos que os agricultores chegam a utilizar agrot\u00f3xicos nessas plantas, e isso n\u00e3o pode. A mol\u00e9cula qu\u00edmica contamina a planta e compromete o tecido dela, diminuindo a efic\u00e1cia do seu tratamento. Essas seis plantas s\u00e3o de uma fam\u00edlia muito consumida em todo o Brasil, por isso precisamos fazer essa discuss\u00e3o com os agricultores, sobretudo no que diz respeito ao uso indiscriminado dos agrot\u00f3xicos\u201d, destaca a pesquisadora.<\/p>\n<p>Como essas ervas s\u00e3o utilizadas como medicamentos fitoter\u00e1picos em muitas regi\u00f5es do pa\u00eds, e principalmente na Para\u00edba, a professora aponta a necessidade de ter uma aten\u00e7\u00e3o especial para que as pessoas n\u00e3o acabem consumindo algo pensando que seja um rem\u00e9dio, mas que na verdade est\u00e1 causando um problema ainda maior para a sua sa\u00fade. \u201cRealizamos a avalia\u00e7\u00e3o da estrutura dessas plantas e identificamos problemas. Nosso projeto \u00e9 inovador, por utilizar conceitos de Bot\u00e2nica Aplicada, por isso queremos avan\u00e7ar na pesquisa para fazer com que os agricultores, principalmente os familiares, n\u00e3o coloquem veneno no rem\u00e9dio que est\u00e1 cultivando\u201d, relata a professora, que conta com o apoio das alunas bolsistas de PIBIC, Ana Carolina Bezerra e Luana da Silva Barbosa.<\/p>\n<p>A pr\u00f3-reitora de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa da UEPB, professora Maria Jos\u00e9 Lima, exemplifica a atua\u00e7\u00e3o de pesquisas como essas para apontar o caminho de contribui\u00e7\u00e3o e desenvolvimento que a Institui\u00e7\u00e3o tem trilhado. \u201cA UPEB vem apoiando pesquisa atrav\u00e9s de projetos e de publica\u00e7\u00f5es de docentes. E essas pesquisas contribuem muito para o progresso da sociedade paraibana, abordando problemas comuns no Estado. A Universidade est\u00e1 antenada nessa \u00e1rea e aberta para trabalhar em diferentes frentes de conhecimento\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Givaldo Cavalcanti<\/em><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/pesquisas-desenvolvidas-na-uepb-tracam-estrategias-para-enfrentamento-de-problemas-na-area-de-saude\/\">Pesquisas desenvolvidas na UEPB tra\u00e7am estrat\u00e9gias para enfrentamento de problemas na \u00e1rea de Sa\u00fade<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/\">UEPB<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos principais gargalos para o desenvolvimento dos munic&iacute;pios paraibanos, a &aacute;rea de Sa&uacute;de tem sido objeto de estudo da maioria das pesquisas desenvolvidas na Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB). 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