{"id":2073,"date":"2018-05-14T17:12:19","date_gmt":"2018-05-14T20:12:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=40499"},"modified":"2018-05-14T17:12:19","modified_gmt":"2018-05-14T20:12:19","slug":"segunda-etapa-de-encontro-de-sanfoneiros-e-tocadores-de-fole-de-oito-baixos-e-realizada-em-monteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/cche\/segunda-etapa-de-encontro-de-sanfoneiros-e-tocadores-de-fole-de-oito-baixos-e-realizada-em-monteiro\/","title":{"rendered":"Segunda etapa de Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos \u00e9 realizada em Monteiro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/segunda-etapa-de-encontro-de-sanfoneiros-e-tocadores-de-fole-de-oito-baixos-e-realizada-em-monteiro\/#gallery-40499-1-slideshow\">Clique para exibir o slide.<\/a><\/p>\n<p>O 2\u00b0 Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos, uma promo\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), por meio da Pr\u00f3-Reitoria de Cultura (PROCULT), teve como sede a cidade de Monteiro, na \u00faltima sexta-feira (11). O evento contou com o apoio da Prefeitura Municipal e ocorreu nos per\u00edodos da tarde da noite, sendo vivamente acolhido pela comunidade em geral e acad\u00eamica.<\/p>\n<p>A abertura se deu no Campus VI, com as presen\u00e7as do pr\u00f3-reitor de Cultura, Jos\u00e9 Crist\u00f3v\u00e3o de Andrade, do diretor adjunto do Centro de Ci\u00eancias Humanas e Exatas (CCHE), Adeilson da Silva Tavares, da coordenadora local do evento, Dalila Gomes da Silva, da prefeita da cidade, Anna Lorena, e da secret\u00e1ria de Cultura e Turismo, Christianne Leal. Na oportunidade se apresentaram, trazendo poesia, humor e improviso, os emboladores de coco Can\u00e1rio e Condor, al\u00e9m do declamador Jos\u00e9 Ferreira Neto e do sanfoneiro mirim Ra\u00ed Bezerra. A plateia era composta por sanfoneiros do munic\u00edpio e estudantes do Curso de Sanfona do N\u00facleo de Cultura Zab\u00e9 da Loca do CCHE.<\/p>\n<p>O pr\u00f3-reitor de Cultura ressaltou em sua fala o talento e a criatividade dos artistas caririzeiros, parabenizando-os. &#8220;Aproveito o ensejo para apontar o quanto a Arte possui esse papel de resist\u00eancia, de enfrentamento das dificuldades. Sabemos o que est\u00e1 sendo feito das lideran\u00e7as leg\u00edtimas em nosso pa\u00eds. Vivemos um cen\u00e1rio politicamente cr\u00edtico, em que a Democracia \u00e9 atacada, e a Arte \u00e9 um dispositivo para confront\u00e1-lo, mas tamb\u00e9m um al\u00edvio para esses dias adversos&#8221;, afirmou. O diretor adjunto do CCHE destacou a satisfa\u00e7\u00e3o por receber em Monteiro a segunda edi\u00e7\u00e3o do Encontro. &#8220;\u00c9 mais uma iniciativa da UEPB chegando a todos os lugares da Para\u00edba. Para Monteiro, que tem tradi\u00e7\u00e3o quando se fala em m\u00fasica nordestina, \u00e9 um verdadeiro presente&#8221;, contou.<\/p>\n<p>A prefeita pontuou a prof\u00edcua parceria existente entre a Prefeitura e o Campus VI. &#8220;S\u00e3o esfor\u00e7os somados em favor do munic\u00edpio. Abra\u00e7amos a ideia desde o ano passado, principalmente porque se alinha ao nosso desejo de preservar o patrim\u00f4nio cultural paraibano e divulg\u00e1-lo \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es&#8221;, disse. J\u00e1 a coordenadora local explanou que a realiza\u00e7\u00e3o do Encontro vem acender a import\u00e2ncia dos sanfoneiros e tocadores de fole de oito baixos na regi\u00e3o. &#8220;Monteiro tem uma identidade art\u00edstica bastante forte. As pessoas daqui ser orgulham de serem daqui, em parte devido ao lindo trabalho que seus artistas fazem e o evento vem dar vigor a isso&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a abertura, procedeu-se com as exibi\u00e7\u00f5es dos inscritos. Os professores do curso de sanfona do Centro Art\u00edstico Cultural da UEPB, Edglei Miguel e Jo\u00e3o Batista, al\u00e9m de Claudinho de Monteiro, que \u00e9 docente da mesma atividade, sendo que no N\u00facleo de Cultura Zab\u00e9 da Loca, passaram algumas de suas experi\u00eancias aos participantes, ressaltando temas motivacionais e referentes \u00e0 import\u00e2ncia das aulas. Os docentes sublinharam, ainda, o quanto hoje \u00e9 relativamente mais f\u00e1cil adquirir uma sanfona e o conhecimento necess\u00e1rio ao aprendizado dela, mas que essa \u201cfacilidade\u201d termina por ofuscar o mais importante: a dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os presentes \u00e0 iniciativa estiveram tamb\u00e9m o diretor do CCHE, Marcelo Medeiros, o poeta e servidor Lino Sapo, que foi apresentador do evento, Alberto Alves, Uir\u00e1 Agra e Igor de Carvalho, servidores da UEPB, um dos curadores da \u00e1rea de M\u00fasica do Museu de Arte Popular da Para\u00edba (MAPP), Sandrinho Dupan e Luan Costa Medeiros, servidor da Institui\u00e7\u00e3o e integrante do Grupo de Percuss\u00e3o Maracagrande.<\/p>\n<p><strong>A prata da casa \u00e9 ouro: Dejinha de Monteiro<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo noturno, na Pra\u00e7a Jo\u00e3o Pessoa, ocorreu a apresenta\u00e7\u00e3o da Orquestra Sanf\u00f4nica da UEPB e a divulga\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o junina pela prefeita Anna Lorena. Em seguida, houve a homenagem a Dejinha de Monteiro. A &#8220;prata da casa&#8221;, muito festejada pela plateia, mostrou o quanto a popula\u00e7\u00e3o de Monteiro admira seus artistas. Acompanhado pelos m\u00fasicos da Universidade, Dejinha desfiou na sanfona grandes sucessos do cancioneiro popular e recebeu, em seguida, um trof\u00e9u confeccionado pelo artes\u00e3o \u00c9rley Ventura. O trof\u00e9u tinha a marca do N\u00facleo de Cultura Zab\u00e9 da Loca da UEPB.<\/p>\n<p>Filho de Monteiro, Dejinha come\u00e7ou bem cedo na m\u00fasica. Ainda jovem, tinha como um de seus brinquedos favoritos uma sanfona feita com palha de carna\u00faba. Dela lhe sa\u00edram os primeiros acordes, ainda que imagin\u00e1rios, enquanto pastorava o gado da fam\u00edlia. Com 15 anos j\u00e1 animava festas pelo Cariri, mas antes desempenhou o of\u00edcio de &#8220;carregador de sanfonas&#8221;, o que o aproximou ainda mais da m\u00fasica que teria como norteadora de vida.<\/p>\n<p>Aos 16 anos, viajou para o Rio de Janeiro. L\u00e1 trabalhou como servente de pedreiro, carpinteiro e pastilheiro. Tamb\u00e9m ocorreram nesse per\u00edodo as suas primeiras apresenta\u00e7\u00f5es em r\u00e1dios, a exemplo da R\u00e1dio Globo e da Nacional. Na mesma \u00e9poca, iniciaram suas exibi\u00e7\u00f5es em casas de espet\u00e1culos, usualmente ladeado por medalh\u00f5es da m\u00fasica, a exemplo de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Os Tr\u00eas do Nordeste, Luiz Vieira, As Irm\u00e3s Galv\u00e3o e o Trio Nordestino.<\/p>\n<p>Com mais de 40 anos de carreira art\u00edstica e 30 trabalhos gravados, Dejinha, al\u00e9m de instrumentista, \u00e9 cantor, compositor e produtor musical. J\u00e1 teve composi\u00e7\u00f5es gravadas por artistas como Fl\u00e1vio Jos\u00e9, Novinho da Para\u00edba e Caju &amp; Castanha. Em sua trajet\u00f3ria art\u00edstica foi destaque na imprensa por v\u00e1rias vezes e recebeu diversas homenagens, a exemplo do Trof\u00e9u Asa Branca e do Trof\u00e9u Gonzag\u00e3o &#8211; sendo, este \u00faltimo, por quatro anos consecutivos.<\/p>\n<p><strong>A sanfona como profiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em Monteiro, a maior parte dos presentes ao Encontro eram crian\u00e7as e adolescentes. Em comum, eles tinham o desejo de seguir a profiss\u00e3o de sanfoneiros. Um deles, Ra\u00ed Bezerra, 9, oriundo de Parelhas (RN), j\u00e1 dispunha at\u00e9 de CD gravado. Participante da primeira etapa, em Araruna, ele fez quest\u00e3o de viajar para Monteiro para estar no evento mais uma vez. Agora em junho, o sanfoneiro disse que j\u00e1 tem in\u00fameras apresenta\u00e7\u00f5es marcadas e vai precisar conciliar seus estudos &#8211; ele faz o 4\u00ba ano, numa escola particular de Parelhas &#8211; com as viagens. &#8220;J\u00e1 fechei 10 datas no S\u00e3o Jo\u00e3o. Procuro estudar, mas quero mesmo \u00e9 continuar o que j\u00e1 estou fazendo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Um dos alunos do Curso de Sanfona do N\u00facleo de Cultura Zab\u00e9 da Loca da UEPB, Jos\u00e9 Arthur Gaspar Ribeiro, 10, impressionou por sua habilidade com o instrumento. Natural de Garanhuns (PE), ele contou que toca sanfona h\u00e1 dois anos, inspirado pelo tio. &#8220;O Curso \u00e9 uma das coisas que mais gosto em Monteiro. Nele fiz amigos e aprendi muito. Hoje toco p\u00e9 de serra, estilizado, sertanejo, o que me pedirem&#8221;, enfatizou.<\/p>\n<p>A sanfoneira Jeisiane Almeida, 17, tamb\u00e9m n\u00e3o tem d\u00favidas: o futuro para ela \u00e9 a m\u00fasica. Proveniente de Sert\u00e2nia (PE), ela tamb\u00e9m assiste \u00e0s prele\u00e7\u00f5es do Curso de Sanfona. No ano passado, Jeisiane venceu o 23\u00ba Festival Regional da Sanfona (FERSAN), promovido em Afogados da Ingazeira (PE) e j\u00e1 tem importantes participa\u00e7\u00f5es em r\u00e1dios e na televis\u00e3o. Entre os artistas que a inspiram ela citou Lucy Alves, Fl\u00e1vio Jos\u00e9 e Dominguinhos.<\/p>\n<p>O 2\u00ba Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos da Para\u00edba segue na pr\u00f3xima sexta-feira (18), quando se dar\u00e1 a terceira etapa em Guarabira. Na programa\u00e7\u00e3o ainda figuram Patos (22 de maio), Catol\u00e9 do Rocha (25 de maio), Lagoa Seca (30 de maio), Jo\u00e3o Pessoa (6 de junho), e Campina Grande (15 e 19 de junho). Este ano, o evento homenageia o m\u00fasico Z\u00e9 Calixto, sendo que em cada cidade tamb\u00e9m h\u00e1 um homenageado local.<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Oziella Inoc\u00eancio<\/em><br \/>\n<em><strong>Fotos:<\/strong> Asley Ravel<\/em><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/segunda-etapa-de-encontro-de-sanfoneiros-e-tocadores-de-fole-de-oito-baixos-e-realizada-em-monteiro\/\">Segunda etapa de Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos \u00e9 realizada em Monteiro<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/\">UEPB<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 2&deg; Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos, uma promo&ccedil;&atilde;o da Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB), por meio da Pr&oacute;-Reitoria de Cultura (PROCULT), teve como sede a cidade de Monteiro, na &uacute;ltima sexta-feira (11). 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