{"id":457,"date":"2017-05-23T16:07:41","date_gmt":"2017-05-23T16:07:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=33226"},"modified":"2017-05-23T16:07:41","modified_gmt":"2017-05-23T16:07:41","slug":"projeto-da-uepb-garante-producao-de-uvas-com-alto-padrao-de-qualidade-em-meio-ao-clima-seco-do-sertao-paraibano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccha\/projeto-da-uepb-garante-producao-de-uvas-com-alto-padrao-de-qualidade-em-meio-ao-clima-seco-do-sertao-paraibano\/","title":{"rendered":"Projeto da UEPB garante produ\u00e7\u00e3o de uvas com alto padr\u00e3o de qualidade em meio ao clima seco do Sert\u00e3o paraibano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/projeto-da-uepb-garante-producao-de-uvas-com-alto-padrao-de-qualidade-em-meio-ao-clima-seco-do-sertao-paraibano\/#gallery-33226-1-slideshow\">Clique para exibir o slide.<\/a><\/p>\n<p>A cidade de Catol\u00e9 do Rocha, localizada no Sert\u00e3o da Para\u00edba, caracterizada pelo clima semi\u00e1rido e com altas temperaturas durante todo o ano, vem se transformando a partir do desenvolvimento de um projeto de pesquisa da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) que alterou parte da geografia local com a planta\u00e7\u00e3o de uva. Em uma \u00e1rea de 2.500 metros quadrados, no meio da seca, foi formado um \u201co\u00e1sis\u201d de videiras com base no trabalho de agricultura org\u00e2nica com uso de biofertilizantes para o cultivo da uva Isabel Roxa.<\/p>\n<p>O projeto, vinculado ao curso de Licenciatura em Ci\u00eancias Agr\u00e1rias do C\u00e2mpus IV da UEPB, existe desde 2011 e, al\u00e9m de proporcionar a cultura da uva no local, ainda \u00e9 capaz de avaliar a qualidade da produ\u00e7\u00e3o da fruta e analisar a escala de pH (que indica se o meio \u00e9 \u00e1cido, b\u00e1sico ou neutro). De acordo com o professor Jos\u00e9 Geraldo, coordenador do projeto, tudo \u00e9 feito sem uso de agrot\u00f3xicos e com o desenvolvimento de uma irriga\u00e7\u00e3o localizada, que \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua diretamente sobre a zona radicular das culturas, em pequenas quantidades, por\u00e9m durante um longo per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p>\u201cAo longo desses anos temos conseguido importantes resultados. Esse projeto vem sendo desenvolvido na Escola Agrot\u00e9cnica do Cajueiro com a aplica\u00e7\u00e3o de biofertilizante a partir do uso de esterco. \u00c9 um tipo de agricultura que n\u00e3o usa nenhum tipo de produto t\u00f3xico. Como a uva ainda \u00e9 nova, n\u00f3s enfrentamos \u00e0 vezes algumas dificuldades, mas temos conseguido realizar duas podas por ano, o que nos proporciona colher a fruta tanto para estudo, como tamb\u00e9m para consumo interno na escola e distribui\u00e7\u00e3o junto a comunidade acad\u00eamica e moradores da regi\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ao todo, o cultivo conta com 216 plantas na videira com uma produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 18 quilos de uva por planta. As uvas cultivadas no C\u00e2mpus IV, pela caracter\u00edstica pr\u00f3pria de sua cria\u00e7\u00e3o, apresentam um paladar diferenciado em rela\u00e7\u00e3o a mesma fruta cultivada em outros locais. \u201cA nossa uva \u00e9 bem mais doce do que as que normalmente existem no mercado. Pela forma como cultivamos, ela tem uma concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar maior. Tudo que fazemos aqui \u00e9 com base ecol\u00f3gica, org\u00e2nica, e isso \u00e9 justamente o diferencial do projeto\u201d, acrescenta o professor Geraldo.<\/p>\n<p>Com o uso da irriga\u00e7\u00e3o localizada a partir da constru\u00e7\u00e3o de po\u00e7os nos arredores do C\u00e2mpus, o pr\u00f3ximo passo do projeto ser\u00e1 o cultivo de outros tipos de frutas a partir da mesma metodologia. Segundo explica o professor, tamb\u00e9m est\u00e3o sendo plantadas mudas de coco, banana, maracuj\u00e1, mam\u00e3o e abacaxi. Contudo, um conv\u00eanio assinado com a Embrapa de Fortaleza (CE) possibilitar\u00e1 o uso de uma \u00e1rea reservada para o plantio de mudas de cajueiro e outro espa\u00e7o onde ser\u00e1 desenvolvida a multiplica\u00e7\u00e3o dos clones desta fruta.<\/p>\n<p>\u201cPretendemos transformar essa regi\u00e3o com outras fruteiras. J\u00e1 avan\u00e7amos no cultivo do abacaxi e temos a possibilidade de trabalhar a pesquisa junto com a Embrapa de Fortaleza a partir desse conv\u00eanio. At\u00e9 bem pouco tempo n\u00e3o existia a irriga\u00e7\u00e3o com biofertilizante e n\u00f3s conseguimos desenvolver algo que tem o poder de aprimorar o desenvolvimento e o cultivo de v\u00e1rios tipos de frutas\u201d, ressalta Jos\u00e9 Geraldo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Givaldo Cavalcanti<\/em><br \/>\n<em><strong>Fotos:<\/strong> Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade de Catol&eacute; do Rocha, localizada no Sert&atilde;o da Para&iacute;ba, caracterizada pelo clima semi&aacute;rido e com altas temperaturas durante todo o ano, vem se transformando a partir do desenvolvimento de um projeto de pesquisa da Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB) que alterou parte da geografia local com a planta&ccedil;&atilde;o de uva. 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