{"id":9260,"date":"2022-08-31T17:07:54","date_gmt":"2022-08-31T17:07:54","guid":{"rendered":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/?p=9260"},"modified":"2022-09-01T17:47:10","modified_gmt":"2022-09-01T17:47:10","slug":"9260-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/9260-2\/","title":{"rendered":"Pesquisadora da Universidade Estadual alerta para a possibilidade de chegada do peixe-le\u00e3o ao Litoral da Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2022\/08\/IMG_5755-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9261 img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2022\/08\/IMG_5755-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2022\/08\/IMG_5755-2.jpg 1200w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2022\/08\/IMG_5755-2-300x180.jpg 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2022\/08\/IMG_5755-2-1120x672.jpg 1120w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma esp\u00e9cie de peixe venenoso e invasor que \u00e9 natural da \u00c1sia, mas, alcan\u00e7ou o Oceano Atl\u00e2ntico a partir do Caribe e j\u00e1 pode ser encontrado no litoral brasileiro, o peixe-le\u00e3o, tem sido motivo de preocupa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do mundo inteiro. Por se alimentar de outros peixes e invertebrados marinhos, al\u00e9m de n\u00e3o ter predador natural, reproduzir-se rapidamente e causar preju\u00edzos a biomas que j\u00e1 s\u00e3o foco de a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, a presen\u00e7a desse animal tem causado preocupa\u00e7\u00e3o em pesquisadores da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Com a possibilidade da chegada do peixe-le\u00e3o \u00e0 costa da Para\u00edba nos pr\u00f3ximos meses, a pesquisadora do C\u00e2mpus V da Universidade Estadual da Para\u00edba, professora Ana L\u00facia Vendel, alerta para a necessidade de a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o para o correto manejo e promo\u00e7\u00e3o de iniciativas que visem o controle da popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no litoral paraibano.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica e muito perigosa, que chegou no Caribe h\u00e1 mais de 20 anos e o problema dele \u00e9 que ele se desenvolve muito r\u00e1pido, tem uma reprodu\u00e7\u00e3o bem intensa, a f\u00eamea pode produzir at\u00e9 30 mil ovos, al\u00e9m de conseguir predar recife de coral, e impactar de uma forma absurda esses ambientes que j\u00e1 s\u00e3o foco de preserva\u00e7\u00e3o. Se ele entrar no estu\u00e1rio ent\u00e3o \u00e9 ainda mais preocupante. Embora n\u00e3o haja ainda registros de localiza\u00e7\u00e3o do peixe-le\u00e3o no Litoral paraibano, devido ao fator dessa esp\u00e9cie j\u00e1 ter sido avistada em Fernando de Noronha e no Rio Grande do Norte, acreditamos que \u00e9 quest\u00e3o de pouco tempo para eles chegarem \u00e0s nossas praias. Numa previs\u00e3o otimista, em dezembro, no pr\u00f3ximo ver\u00e3o, isso j\u00e1 ser\u00e1 uma realidade\u201d, explica a docente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-80101 img-responsive jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled img-responsive\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/uepb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Pesquisadora-da-UEPB-faz-alerta-para-chegade-de-peixe-predador-2.jpg?resize=1200%2C680&amp;ssl=1\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"680\" data-recalc-dims=\"1\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/p>\n<p>A pesquisadora, que \u00e9 respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Ictiologia da UEPB possui doutorado em peixes estuarinos e desenvolve estudos sobre autoecologia de peixes e din\u00e2mica da pesca no estu\u00e1rio, destaca que nos locais em que foi localizada a conten\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie se faz apenas com a pesca do animal utilizando armadilhas. Professora Ana L\u00facia acrescenta que \u00e9 importante que os estudantes da \u00e1rea de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas tamb\u00e9m acompanhem esse processo e possam pensar em formas de auxiliar no manejo desse desequil\u00edbrio causado pelo peixe-le\u00e3o. A docente utiliza um exemplar do animal doado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha do Norte, do Par\u00e1, para realizar as aulas laboratoriais.<\/p>\n<p><strong>Sobre o peixe-le\u00e3o<\/strong><br \/>\nEsp\u00e9cie origin\u00e1ria do Indo-Pac\u00edfico que se espalhou pelo Caribe no in\u00edcio dos anos 2000, o peixe-le\u00e3o \u00e9 um predador agressivo, que vive pr\u00f3ximo a recifes de coral e ataca suas presas. Agora ele amea\u00e7a ao menos 29 esp\u00e9cies de peixes brasileiros. Pe\u00e7onhento, possui 18 espinhos venenosos, que injetam uma toxina neuromuscular que, nos seres humanos, pode causar dor intensa, n\u00e1useas e incha\u00e7o, mas, n\u00e3o \u00e9 letal.<\/p>\n<p>Com cerca de 47cm de tamanho m\u00e1ximo, a esp\u00e9cie possui corpo listrado de branco, vermelho, laranja e marrom. \u00d3rg\u00e3os como o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) t\u00eam empreendido diversos esfor\u00e7os para orientar a popula\u00e7\u00e3o e quem vive da pesca sobre como identificar e agir em caso de localiza\u00e7\u00e3o do peixe-le\u00e3o. Caso seja localizado, os espinhos devem ser cortados e o animal entregue ao ICMBio da regi\u00e3o em que for encontrado.<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong>\u00a0Juliana Marques<\/em><br \/>\n<em><strong>Fotos:<\/strong>\u00a0Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma esp\u00e9cie de peixe venenoso e invasor que \u00e9 natural da \u00c1sia, mas, alcan\u00e7ou o Oceano Atl\u00e2ntico a partir do Caribe e j\u00e1 pode ser encontrado no litoral brasileiro, o peixe-le\u00e3o, tem sido motivo de preocupa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do mundo inteiro. 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