{"id":7698,"date":"2021-06-28T19:28:25","date_gmt":"2021-06-28T19:28:25","guid":{"rendered":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/?p=7698"},"modified":"2021-06-28T19:28:25","modified_gmt":"2021-06-28T19:28:25","slug":"universidade-estadual-da-paraiba-se-torna-espaco-de-acolhida-com-gestao-pautada-no-respeito-a-diversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/universidade-estadual-da-paraiba-se-torna-espaco-de-acolhida-com-gestao-pautada-no-respeito-a-diversidade\/","title":{"rendered":"Universidade Estadual da Para\u00edba se torna espa\u00e7o de acolhida com gest\u00e3o pautada no respeito \u00e0 diversidade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7699 img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA.jpeg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA.jpeg 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA-300x162.jpeg 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA-768x415.jpeg 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA-370x200.jpeg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao refletir sobre as rela\u00e7\u00f5es humanas a partir do pensamento de Dalai Lama, quando ele declara que: \u201cSem amor n\u00e3o poder\u00edamos sobreviver. Os seres humanos s\u00e3o criaturas sociais e sentir-se valorizado pelos outros \u00e9 a pr\u00f3pria base da vida em comunidade\u201d, podemos entender que toda forma de preconceito, viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o vai contra a natureza das pessoas que nasceram para viver em coletividade. Direcionada a essa perspectiva, a gest\u00e3o da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) tem empreendido diversas iniciativas para se estabelecer como local de acolhida, respeito \u00e0 diversidade e valoriza\u00e7\u00e3o de todas as pessoas que integram a comunidade. Neste dia do orgulho LGBTQIA+, 28 de junho, a Institui\u00e7\u00e3o evidencia as a\u00e7\u00f5es voltadas a esse p\u00fablico.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o da UEPB busca desenvolver pr\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o aos casos de viol\u00eancia, amparada sobretudo na informa\u00e7\u00e3o, para que, amparada numa cultura de paz, a Institui\u00e7\u00e3o possa tornar-se um ambiente seguro que oportunize \u00e0s pessoas LGBTQIA+ e demais grupos historicamente exclu\u00eddos, por meio da educa\u00e7\u00e3o, novos horizontes de crescimento profissional, acad\u00eamico e cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Por meio do Observat\u00f3rio do Feminic\u00eddio da Para\u00edba \u2013 Professora Br\u00edggida Rosely de Azevedo Louren\u00e7o, a Institui\u00e7\u00e3o tem realizado a forma\u00e7\u00e3o continuada \u201cEquiparando Informa\u00e7\u00f5es para uma Gest\u00e3o UEPB efetivando Direitos\u201d, com gestores e servidores da UEPB, com as tem\u00e1ticas \u201cRela\u00e7\u00f5es Raciais na Para\u00edba e no Brasil, Viol\u00eancias com base no G\u00eanero\u201d e \u201cDiversidade Sexual e viol\u00eancias LGBTQIAP+ f\u00f3bicas\u201d.<\/p>\n<p>Desde 2017, na UEPB, atrav\u00e9s da\u00a0<strong>Resolu\u00e7\u00e3o UEPB\/CONSUNI\/0202\/2017<\/strong>, travestis e transsexuais podem solicitar o uso do nome social na documenta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Carregada de uma simbologia importante para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ da Institui\u00e7\u00e3o a decis\u00e3o, associada a eventos, projetos de pesquisa e extens\u00e3o e diversas publica\u00e7\u00f5es de pesquisadores da UEPB, t\u00eam buscado conscientizar e engajar a comunidade universit\u00e1ria no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Recentemente, a Institui\u00e7\u00e3o nomeou a comiss\u00e3o que elaborar\u00e1 a minuta a ser apresentada no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o (Consepe) da UEPB, incluindo na pol\u00edtica de cotas para acesso aos cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Institui\u00e7\u00e3o pessoas transg\u00eaneros, travestis e transexuais, al\u00e9m de ind\u00edgenas, negras e quilombolas. De acordo com a reitora da UEPB, professora C\u00e9lia Regina Diniz, tais a\u00e7\u00f5es refletem um compromisso da equipe de administra\u00e7\u00e3o da UEPB voltado ao respeito \u00e0 diversidade<\/p>\n<p>\u201cNossa gest\u00e3o est\u00e1 comprometida em manter a UEPB como um espa\u00e7o de refer\u00eancia, contribuindo com uma sociedade plural e trabalhando em defesa dos direitos humanos, com pol\u00edticas institucionais de diversidade, que garantam a inclus\u00e3o e a perman\u00eancia de estudantes, servidores e servidoras LGBTQIA+. A nossa institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 empenhada na implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 homofobia respeitando as pluralidades existentes na comunidade universit\u00e1ria e fortalecendo os coletivos das pessoas LGBTQIA+\u201d, avalia a reitora.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7702 alignleft img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1-300x264.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1-300x264.jpg 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1-768x676.jpg 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1-370x326.jpg 370w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1-840x739.jpg 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/NATALINE-1.jpg 951w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Essa pol\u00edtica institucional tem reverberado na forma como membros da comunidade se sentem na Institui\u00e7\u00e3o. Mulher cisg\u00eanero e bissexual, a estudante do 4\u00ba per\u00edodo do curso de Geografia, Nataline Silva, revela que o fato de n\u00e3o ter sofrido discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito na UEPB a permitiu ter liberdade para falar abertamente sobre sua orienta\u00e7\u00e3o sexual e se sentir abra\u00e7ada. \u201cPor ser de cidade pequena eu n\u00e3o entendia muito bem quem eu era de verdade e na UEPB eu senti acolhimento e pessoas que me entendessem. Foi um dos lugares onde eu fui mais aceita principalmente por me ver e ter representatividade\u201d, avalia a estudante.<\/p>\n<p>A estudante do 4\u00ba per\u00edodo de Sociologia Mariana Rodrigues, mulher cisg\u00eanero e bissexual, tamb\u00e9m refor\u00e7a que o sentimento de liberdade e acolhimento \u00e9 o que predomina quando est\u00e1 na UEPB, institui\u00e7\u00e3o que a ofereceu a oportunidade de livrar-se dos preconceitos enraizados em sua forma\u00e7\u00e3o social. \u201cAntes eu era uma dessas pessoas que olhava torto pra as pessoas LGBTQIA+ e foi justamente quando comecei a cursar sociologia na UEPB que abri meus olhos al\u00e9m da minha \u2018caverna\u2019 e passei a enxergar que toda forma de amor \u00e9 linda e livre\u201d, destaca.<\/p>\n<p>De fato, o cen\u00e1rio vivenciado na UEPB \u00e9 um contraponto \u00e0 realidade de viol\u00eancia no pa\u00eds que exp\u00f5e um cen\u00e1rio pol\u00edtico e social marcado por intoler\u00e2ncias, desrespeitos, agress\u00f5es e assassinatos. Os dados dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica infelizmente n\u00e3o refletem esses fatos de forma fidedigna, uma vez que, al\u00e9m das subnotifica\u00e7\u00f5es, os registros n\u00e3o seguem um padr\u00e3o e muita vezes o caso de viol\u00eancia ou assassinato cometido contra uma pessoa LGBTQIA+, por conta da orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero da v\u00edtima, \u00e9 omitido nos inqu\u00e9ritos. Assim, algumas entidades t\u00eam empreendido levantamentos por conta pr\u00f3pria, com o objetivo de visibilizar essa conjuntura na busca pela implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de acolhimento e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o caso do levantamento realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), secretarias de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria em Sa\u00fade e de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) divulgado em 2020, que detectou, a partir dos dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), que faz parte do SUS, que a cada uma hora uma pessoa LGBTQIA+ \u00e9 agredida no Brasil.<\/p>\n<p>A maior parte das agress\u00f5es s\u00e3o cometidas contra transexuais e l\u00e9sbicas, e metade desta popula\u00e7\u00e3o violentada \u00e9 composta por pessoas negras, o que revela uma caracter\u00edstica interseccional que n\u00e3o apenas fere, mas, mata por quest\u00f5es de g\u00eanero, de ra\u00e7a e classe social. O dossi\u00ea \u201cAssassinatos e viol\u00eancia contra travestis e transexuais brasileiras em 2020\u201d, realizado pela\u00a0<a href=\"https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/01\/dossie-trans-2021-29jan2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transsexuais<\/strong><\/a>\u00a0(ANTRA), traz dados sobre o aumento das viol\u00eancias contra as pessoas LGBTQIA+, que se tornaram ainda mais graves com a pandemia da Covid-19. Segundo o relat\u00f3rio, a expectativa de vida de pessoas Trans no pa\u00eds \u00e9 de apenas 35 anos.<\/p>\n<p><strong>O preconceito cotidiano<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-7703 size-medium img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1-300x235.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1-300x235.png 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1-1024x803.png 1024w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1-768x602.png 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1-370x290.png 370w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1-840x658.png 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/ISMAELLY-1.png 1073w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esse panorama de intoler\u00e2ncia e discrimina\u00e7\u00e3o, que muitas vezes resulta em casos de viol\u00eancia, tamb\u00e9m faz parte das viv\u00eancias da professora substituta do curso de Arquivologia da UEPB, Ismaelly Batista, ao longo da vida. Graduada em Arquivologia, mestre e doutoranda em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o, prestes a concluir sua segunda gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Psicopedagogia, a docente relata que hoje, uma mulher adulta e que galga sua estabilidade profissional e financeira, olha para sua trajet\u00f3ria e percebe que, infelizmente, n\u00e3o faz parte da regra, mas, da exce\u00e7\u00e3o. E, mesmo ap\u00f3s ter atingido um n\u00edvel consider\u00e1vel de empoderamento cultural e educacional n\u00e3o descarta ataques mesmo que sutis \u00e0 sua identidade de g\u00eanero e compet\u00eancia profissional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cCresci no sub\u00farbio da cidade de Jo\u00e3o Pessoa e at\u00e9 o in\u00edcio da vida adulta me identifiquei como Queer, em termos atuais, segundo a nova nomenclatura que consta na sigla da comunidade LGBTQIA+. Fato este, que me fez passar grande parte da vida convivendo com insultos e coment\u00e1rios maldosos proferidos de todas as partes, feitos por crian\u00e7as ou mesmos adultos no contexto social e ambiente escolar. Minha resili\u00eancia e espiritualidade me auxiliaram na busca de condi\u00e7\u00f5es melhores de vida, o que iniciou com o engajamento em espa\u00e7os onde pude amadurecer com seguran\u00e7a. Fiz transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero aos 23 anos, o que \u00e9 considerado tardio, mas, consegui me estabelecer gra\u00e7as ao apoio familiar, de amigos e colegas de Universidade, bem como de entidades governamentais como o Centro Estadual de Refer\u00eancia dos Direitos de LGBT (Espa\u00e7o LGBT) da Para\u00edba, em que consegui assist\u00eancia psicol\u00f3gica e jur\u00eddica para avan\u00e7ar com seguran\u00e7a no processo de reafirma\u00e7\u00e3o de g\u00eanero\u201d, relembra Ismaelly.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-7705 size-medium img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA-300x216.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA-300x216.png 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA-768x554.png 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA-370x267.png 370w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA-840x606.png 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/MARIANA.png 903w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para a estudante Mariana Rodrigues, que se relaciona com um homem trans, a discrimina\u00e7\u00e3o e a intoler\u00e2ncia \u00e9 enfrentada sobretudo quando est\u00e1 ao lado do noivo Victor Miguel. \u201cPassei os \u00faltimos anos em um relacionamento h\u00e9tero cis normativo, para muitos era o relacionamento perfeito. Me divorciei e comecei um relacionamento com Victor. Com isso, algumas pessoas se afastaram de mim. Sa\u00edmos na rua e todos nos olham como se fossemos aberra\u00e7\u00f5es. Na minha cidade questionam como uma mulher est\u00e1 namorando um menino gay. Perguntam como eu deixei um homem de verdade por uma mulher que quer ser homem. Esses questionamentos s\u00e3o muito pesados\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Com engajamento pol\u00edtico e social em defesa das causas LGBTQIA+ a estudante concluinte do curso de Licenciatura em Sociologia Luana Mafra, mulher cis e l\u00e9sbica, foi candidata a vereadora em 2020, por acreditar que um dos caminhos para contrapor essa realidade de viol\u00eancia \u00e9 utilizando as vias pol\u00edticas. A estudante refor\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver em uma sociedade preconceituosa, que mata quem n\u00e3o se enquadra nos padr\u00f5es machistas e patriarcais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7704 alignleft img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA-300x176.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA-300x176.png 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA-1024x601.png 1024w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA-768x451.png 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA-370x217.png 370w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA-840x493.png 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/LUANA.png 1085w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil ser uma mulher nesse pa\u00eds, e ainda mais dif\u00edcil ser uma mulher sapat\u00e3o! \u00c9 muito bom ser quem voc\u00ea \u00e9, poder viver conforme seus anseios, mas, \u00e9 preciso dizer que isso, infelizmente, \u00e9 um privil\u00e9gio para poucos. Falar sobre nossa viv\u00eancia, significa dizer que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e para algumas pessoas \u00e9 ainda pior. Eu sou uma mulher branca, pobre, mas, ainda tive alguns acessos na minha vida e por isso tive diversas oportunidades. Imagina falar de uma viv\u00eancia de uma pessoa pobre, preta e ainda mais exclu\u00edda dessa sociedade?! Hoje, no dia do orgulho LGBTQIA+ n\u00f3s infelizmente n\u00e3o temos muito o que comemorar. Poucos dias atr\u00e1s uma mulher trans foi queimada viva em Pernambuco. N\u00f3s somos, por 12 anos consecutivos, o pa\u00eds que mais mata pessoas trans no mundo. Por isso n\u00e3o podemos retroceder diante da barb\u00e1rie que acontece com as nossas vidas. Precisamos resistir e precisamos reafirmar todos os dias os nossos direitos\u201d, avalia Luana.<\/p>\n<p>Para a docente Ismaelly Batista \u00e9 preciso que a sociedade reconhe\u00e7a a viol\u00eancia que \u00e9 praticada contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ para que possam ser constru\u00eddas iniciativas de enfrentamento. \u201cAcredito que tudo come\u00e7a por admitirmos que h\u00e1 problemas como a viol\u00eancia, devemos, pois, lan\u00e7ar luz sobre as causas destes males e desenvolver meios para combat\u00ea-los. Visibilidade e informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais nesse processo. Afinal, h\u00e1 poucas chances de empatia pelo desconhecido. E se hoje, apesar de retrocessos, temos voz e direitos, esses s\u00e3o fruto de d\u00e9cadas de luta e as custas de vidas que foram tiradas ao longo deste processo, mas, se queremos construir novas pontes para um legado digno \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o podemos cessar a narrativa por respeito\u201d afirma.<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao movimento LGBTQIA+<\/strong><br \/>\nO correto \u00e9 dizer orienta\u00e7\u00e3o ou identidade? Por que utilizar essas letras (LGBTQIA+)? Qual o intuito de ter um dia do orgulho? S\u00e3o algumas indaga\u00e7\u00f5es de uma sociedade que, mesmo habituada a pensar que evoluiu com o passar dos anos, ainda desconhece termos e situa\u00e7\u00f5es que deveriam ser naturalizadas a partir do conhecimento disseminado sobre a tem\u00e1tica. Mas, se em contextos sociais diversos do pa\u00eds a ignor\u00e2ncia predomina, no ambiente acad\u00eamico \u00e9 imprescind\u00edvel que estas informa\u00e7\u00f5es sejam assimiladas e difundidas pela comunidade universit\u00e1ria, se considerarmos o pr\u00f3prio significado da palavra universidade (universal, que contempla o todo) e as diretrizes que orientam tais institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O dia do orgulho LGBTQIA+ \u00e9 uma data que marca a busca por respeito e inclus\u00e3o de pessoas com diferentes identidades sexuais e orienta\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. O termo orgulho \u00e9 usado por estar em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vergonha, utilizada ao longo do tempo para controlar a oprimir essa parcela da sociedade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 raro perguntar a uma pessoa LGBTQIA+ se ela sofreu algum tipo de preconceito e ela dizer que n\u00e3o, mas, duvido muito voc\u00ea perguntar a algum de n\u00f3s se nos arrependemos de ser quem somos e a resposta ser afirmativa. Temos orgulho de ter a coragem de ser quem somos, mesmo diante de tudo que acontece quando fazemos isso! \u00c9 por isso o nosso orgulho, porque n\u00e3o escondemos quem n\u00f3s amamos, n\u00e3o escondemos como amamos e n\u00e3o escondemos que nosso amor e nossas vidas existem e resistem!\u201d, declara a estudante Luana Mafra.<\/p>\n<p>J\u00e1 o termo \u201cidentidade de g\u00eanero\u201d \u00e9 relacionado \u00e0 forma como voc\u00ea se apresenta na sociedade, seja mulher, homem, ou uma pessoa que n\u00e3o se encaixe no padr\u00e3o de binaridade, ou at\u00e9 mesmo sem g\u00eanero. E orienta\u00e7\u00e3o sexual tem a ver com quem cada pessoa prefere se relacionar.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sigla LGBTQIA+, esta foi constru\u00edda ao longo dos anos. A primeira transforma\u00e7\u00e3o aconteceu por volta de 1980, quando o termo LGB (l\u00e9sbicas, gays e bissexuais) substituiu o termo GLS (gays, l\u00e9sbicas e simpatizantes). Alguns anos depois, a letra \u201cT\u201d foi inclu\u00edda para representar os travestis, transsexuais e transg\u00eaneros. Com o tempo, novas letras foram inclu\u00eddas: Q, em alus\u00e3o ao termo Queer, tamb\u00e9m chamado de fluido (pessoas que transitam entre os g\u00eaneros feminino e masculino); I, Interssexuais (indiv\u00edduos que possuem caracter\u00edsticas anat\u00f4micas, cromoss\u00f4micas ou hormonais que n\u00e3o est\u00e3o estritamente relacionadas aos sexos femininos nem masculino); A, Assexuais (pessoas que n\u00e3o sentem atra\u00e7\u00e3o sexual por outras, independentemente do seu g\u00eanero, e o sinal de + foi acrescido para representar a diversidade de pessoas que n\u00e3o se identificam com nenhuma das letras da sigla.<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong>\u00a0Juliana Marques<\/em><br \/>\n<em><strong>Fotos:<\/strong>\u00a0Arquivo Pessoal\/Registradas antes da pandemia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao refletir sobre as rela\u00e7\u00f5es humanas a partir do pensamento de Dalai Lama, quando ele declara que: \u201cSem amor n\u00e3o poder\u00edamos sobreviver. Os seres humanos s\u00e3o criaturas sociais e sentir-se valorizado pelos outros \u00e9 a pr\u00f3pria base da vida em comunidade\u201d, podemos entender que toda forma de preconceito, viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o vai contra a natureza <a class=\"leiamais\" href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/universidade-estadual-da-paraiba-se-torna-espaco-de-acolhida-com-gestao-pautada-no-respeito-a-diversidade\/\">Leia Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":7699,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,11],"tags":[],"class_list":["post-7698","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-noticias-destaque-img"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2021\/06\/Orgulho-LGBTQIA.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7698\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7699"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}