{"id":6884,"date":"2020-05-14T17:35:32","date_gmt":"2020-05-14T17:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/?p=6884"},"modified":"2020-05-14T18:07:02","modified_gmt":"2020-05-14T18:07:02","slug":"pesquisadores-da-uepb-integram-projeto-latino-americano-que-discute-uma-nova-normalidade-pos-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/pesquisadores-da-uepb-integram-projeto-latino-americano-que-discute-uma-nova-normalidade-pos-pandemia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UEPB integram projeto latino-americano que discute \u201cuma nova normalidade\u201d p\u00f3s-pandemia"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSer\u00e1 que estamos vivendo do modo mais correto coletivamente? Ser\u00e1 que a nossa injusti\u00e7a de partilha da economia de bens numa sociedade est\u00e1 no caminho correto? Ser\u00e1 que eu consigo lidar com isso como um momento transit\u00f3rio ou uma li\u00e7\u00e3o que a gente retoma mais adiante e reinventa nosso modo de ser?\u201d. Os questionamentos do fil\u00f3sofo Mario S\u00e9rgio Cortella ilustram uma inquietude que tem povoado as mentes das pessoas em todo o mundo: qual li\u00e7\u00e3o deve ser tirada para o per\u00edodo p\u00f3s-pandemia?<\/p>\n<p>Precariedade no sistema de sa\u00fade mundial, crise econ\u00f4mica, desigualdades sociais, mis\u00e9ria, polui\u00e7\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o ambiental. O v\u00edrus Sars-CoV-2 desvelou uma s\u00e9rie de anomalias com as quais a humanidade tem convivido e que revelam a necessidade de estabelecimento de um novo marco civilizat\u00f3rio. Nesse sentido, um grupo de pesquisadores latino-americanos tem desenvolvido uma campanha intitulada \u201cUma nova normalidade\u201d (<em>Una nueva normalidad<\/em>) que conta com a atua\u00e7\u00e3o efetiva de pesquisadores do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e Sociais Aplicadas (CCBSA) da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB).<\/p>\n<p>Paulo Kuhlmann, Maria Ellem Maciel, F\u00e1bio Nobre e demais integrantes do Grupo de Estudos de Paz e Seguran\u00e7a Mundial da Universidade Estadual da Para\u00edba (GEPASM\/UEPB) e do Projeto Universidade em A\u00e7\u00e3o (PUA), ambos vinculados aos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, e o professor da UFPB Marcos Alan Ferreira, membro do GEPASM, est\u00e3o nesta iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cUma nova normalidade\u201d \u00e9 uma campanha de comunica\u00e7\u00e3o para a paz, impulsionada pelo Conselho Latino-americano de Investiga\u00e7\u00e3o para a Paz (CLAIP), cuja finalidade \u00e9 gerar uma corrente de opini\u00e3o cr\u00edtica sobre a normalidade antes do in\u00edcio da pandemia. Esta campanha pretende estimular o compromisso do cidad\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o participativa de uma nova normalidade, justa e necess\u00e1ria, por meio da conscientiza\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Iniciado pelo pesquisador do <em>Instituto Universitario en Democracia, Paz y Seguridad<\/em> &#8211; UNAH, de Honduras, Esteban Muslera, a campanha tamb\u00e9m conta com a participa\u00e7\u00e3o de representantes da <em>Revista Latinoamericana Estudios de la Paz y el Conflicto<\/em> (Latinoam\u00e9rica),<em> J\u00f3venes Voluntari@s Universitari@s por la Paz<\/em> (Honduras), <em>Global Unity Sumak Kausay AC<\/em> (M\u00e9xico) e do <em>Centro Internacional de Estudios sobre Democracia y Paz Social<\/em> (Argentina).<\/p>\n<p>Por meio desta iniciativa, o grupo pretende gerar uma corrente internacional de opini\u00e3o cr\u00edtica sobre a necessidade de constru\u00e7\u00e3o coletiva de uma nova normalidade p\u00f3s-pandemia, conforme destaca o pesquisador Paulo Kuhlmann, que \u00e9 doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica e atua h\u00e1 anos na \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais com projetos voltados \u00e0 cultura da paz e combate \u00e0s desigualdades sociais.<\/p>\n<p>\u201cPensar uma volta \u00e0 normalidade \u00e9 o que todos queremos, at\u00e9 certo ponto. Uma sociedade na qual o v\u00edrus n\u00e3o mais nos atormente, restrinja e amedronte. Entretanto, a Covid-19 evidenciou uma s\u00e9rie de quest\u00f5es graves que j\u00e1 t\u00ednhamos na \u2018normalidade\u2019 em que viv\u00edamos. O sucateamento do sistema de sa\u00fade, a falta de \u00e1gua e saneamento b\u00e1sico para grande parte da popula\u00e7\u00e3o, pessoas que passam fome num pa\u00eds exportador de alimentos, dentre tantos outros problemas. Num momento cr\u00edtico como este, pensar o que queremos e para onde vamos \u00e9 fundamental. Por isso, pensamos nesta campanha por uma nova normalidade poss\u00edvel, desej\u00e1vel e que precisamos lutar para alcan\u00e7ar\u201d, resume o docente.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora Maria Ellem Maciel, que \u00e9 vinculada ao GEPASM, mestre em Literatura em Interculturalidade, t\u00e9cnica administrativa na UEPB e docente efetiva da Prefeitura Municipal de Jo\u00e3o Pessoa (PMJP), atuando em temas como educa\u00e7\u00e3o e equidade e justi\u00e7a social, esse momento \u00e9 decisivo para que se discutam quest\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do mundo em um lugar melhor para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a de uma a\u00e7\u00e3o dessa natureza nesse momento \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sociais anteriores que contribu\u00edram para o n\u00edvel de afastamento afetivo em que nos encontramos hoje. Especificamente no Brasil, em que os governos estaduais e municipais t\u00eam enfrentado dificuldades em conscientizar a popula\u00e7\u00e3o a cumprir o isolamento, o exerc\u00edcio constante da empatia \u00e9 o \u00fanico caminho para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade e esse \u00e9 um dos pontos principais dessa campanha. Atrav\u00e9s da reflex\u00e3o compartilhada, acredito sermos capazes de encontrar um ponto de apoio para exercermos uma fun\u00e7\u00e3o social respons\u00e1vel pelo presente e, principalmente, por um horizonte de esperan\u00e7a para novas gera\u00e7\u00f5es\u201d, enfatiza a pesquisadora.<\/p>\n<p>O grupo de pesquisadores que integra essa iniciativa produziu um manifesto que est\u00e1 dispon\u00edvel numa plataforma de abaixo-assinados e na p\u00e1gina oficial da campanha (<a href=\"http:\/\/unanuevanormalidad.org\/\">http:\/\/unanuevanormalidad.org\/<\/a>) na qual, entre outras quest\u00f5es, s\u00e3o apresentadas reflex\u00f5es sobre temas como consumo irrespons\u00e1vel, desigualdade social, exclus\u00e3o, rela\u00e7\u00f5es de \u00f3dio, pobreza, precariedade dos sistemas de sa\u00fade, explora\u00e7\u00e3o dos bens naturais, viol\u00eancia, entre outras reflex\u00f5es que devem ser apresentadas em uma plataforma de mobiliza\u00e7\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>A campanha tamb\u00e9m est\u00e1 sendo desenvolvida nas principais redes sociais: Twitter (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/normalidadnuev1?s=20\">https:\/\/twitter.com\/normalidadnuev1?s=20<\/a>), Facebook (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Una-nueva-normalidad-104227414620171\/\">https:\/\/www.facebook.com\/Una-nueva-normalidad-104227414620171\/<\/a>) e Instagram (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/normalidadnueva\/\">https:\/\/www.instagram.com\/normalidadnueva\/<\/a>), utilizando o slogan \u201cUma nova normalidade \u00e9 poss\u00edvel e necess\u00e1ria\u201d e a hastag #UmaNovaNormalidade.<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Juliana Marques<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSer\u00e1 que estamos vivendo do modo mais correto coletivamente? Ser\u00e1 que a nossa injusti\u00e7a de partilha da economia de bens numa sociedade est\u00e1 no caminho correto? Ser\u00e1 que eu consigo lidar com isso como um momento transit\u00f3rio ou uma li\u00e7\u00e3o que a gente retoma mais adiante e reinventa nosso modo de ser?\u201d. 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