{"id":5583,"date":"2018-11-30T14:56:31","date_gmt":"2018-11-30T14:56:31","guid":{"rendered":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/?p=5583"},"modified":"2018-11-30T14:56:31","modified_gmt":"2018-11-30T14:56:31","slug":"professora-jacqueline-echeverria-barrancos-sera-homenageada-na-camara-de-vereadores-com-o-titulo-de-cidada-pessoense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/professora-jacqueline-echeverria-barrancos-sera-homenageada-na-camara-de-vereadores-com-o-titulo-de-cidada-pessoense\/","title":{"rendered":"Professora Jacqueline Echeverr\u00eda Barrancos ser\u00e1 homenageada na C\u00e2mara de Vereadores com o t\u00edtulo de cidad\u00e3 pessoense"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/11\/IMG_1502.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5584 img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/11\/IMG_1502.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/11\/IMG_1502.jpg 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/11\/IMG_1502-300x162.jpg 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/11\/IMG_1502-768x415.jpg 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/11\/IMG_1502-370x200.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cDizem que a vida \u00e9 para quem saber viver, mas, ningu\u00e9m nasce pronto. A vida \u00e9 para quem \u00e9 corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender\u201d! Essa frase de Clarice Lispector poderia retratar a trajet\u00f3ria de vida da boliviana Jacqueline Echeverr\u00eda Barrancos que h\u00e1 mais de 30 anos desembarcava na Para\u00edba para desbravar o novo destino que se tornou seu novo lar. E neste dia 4 de dezembro, \u00e0s 15h, no Plen\u00e1rio Senador Humberto Lucena da C\u00e2mara Municipal de Jo\u00e3o Pessoa, a professora Jacqueline receber\u00e1 o reconhecimento por toda a trajet\u00f3ria na cidade de Jo\u00e3o Pessoa: o t\u00edtulo de cidad\u00e3 pessoense.<\/p>\n<p>A homenagem, proposta pela vereadora Sandra Marrocos, \u00e9 uma forma de reconhecimento e homenagem \u00e0 docente que embora n\u00e3o tenha nascido em Jo\u00e3o Pessoa, adotou a cidade como morada e tem contribu\u00eddo com o desenvolvimento educacional do Estado, tendo atuado em diversas institui\u00e7\u00f5es de n\u00edvel superior e coordenado iniciativas de pesquisa e extens\u00e3o que atendem \u00e0 comunidade pessoense.<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 passei por alguns desafios na vida e o mais recente, de assumir a dire\u00e7\u00e3o do Campus da UEPB em Jo\u00e3o Pessoa, eu enxergo como uma forma de dar a minha contribui\u00e7\u00e3o, deixar minha heran\u00e7a para a comunidade que financia a UEPB. E nesse sentido, acho importante buscarmos aprimorar a qualidade do ensino, apresentar m\u00e9tricas de pesquisa, extens\u00e3o, aproximar nossa produ\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d, avalia a docente.<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria pessoal<\/strong><\/p>\n<p>Natural de Santa Cruz de La Sierra, Bol\u00edvia, Jacqueline Echeverr\u00eda Barrancos vem de uma fam\u00edlia de tr\u00eas irm\u00e3os, com o pai banc\u00e1rio e a m\u00e3e professora (cujas nove irm\u00e3s tamb\u00e9m eram professoras). Estudou por 12 anos no tradicional Col\u00e9gio Santa Ana, e cresceu inspirada pelo perfil empreendedor do irm\u00e3o na \u00e1rea de neg\u00f3cios, o que a levou a investir na carreira de Administra\u00e7\u00e3o. Em 1979, foi para Cochabamba estudar Administra\u00e7\u00e3o na Universidad San Sim\u00f3n e acompanhar a irm\u00e3 que fazia Bioqu\u00edmica, mas, com o golpe militar de 1980, as universidades na bol\u00edvia tiveram que fechar as portas.<\/p>\n<p>A partir dessa \u00e9poca candidatou-se a vagas em universidades brasileiras oferecidas por interm\u00e9dio de um interc\u00e2mbio cultural da Bol\u00edvia com o Brasil que permitia a oferta de vagas em universidades do pa\u00eds para estudantes bolivianos.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o conhecia nada do Brasil. Tinha apenas a imagem boa do pa\u00eds do futebol, um pa\u00eds bom. E ouvia falar das universidades, porque os engenheiros, m\u00e9dicos, que chegavam na Bol\u00edvia todos tinham se formado no Brasil. Ent\u00e3o eu queria me candidatar a uma vaga na PUC ou Unicamp, em S\u00e3o Paulo, porque era mais pr\u00f3ximo da Bol\u00edvia. Mas, na primeira sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o fui contemplada. Nessa \u00e9poca, morei um per\u00edodo em Campinas onde fiquei estudando portugu\u00eas e tentando ingressar na universidade. Mas, em janeiro de 1982, fui aprovada para cursar administra\u00e7\u00e3o na UFPB.Eu n\u00e3o conhecia a Para\u00edba, mas, fiquei imensamente feliz por ter sido contemplada\u201d, relembra a professora Jacqueline.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1982, em companhia da irm\u00e3, Jacqueline desembarcou em Jo\u00e3o Pessoa, onde teve que enfrentar, nos primeiros dias, o maior desafio at\u00e9 ent\u00e3o: lidar com a saudade da fam\u00edlia. Por\u00e9m, mesmo com a dificuldade de acostumar-se ao novo pa\u00eds, outra cultura, novos amigos, a jovem boliviana manteve-se firme no prop\u00f3sito de estudar e construir um novo cap\u00edtulo em sua vida, e, para tanto, contou com o carinho de professores e colegas da universidade.<\/p>\n<p>Ao finalizar a gradua\u00e7\u00e3o retornou para a Bol\u00edvia, onde ingressou no Banco Central, seguindo os passos profissionais do pai. Mas, uma desilus\u00e3o amorosa e o convite do ent\u00e3o coordenador da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o da UFPB a fizeram voltar \u00e0 Para\u00edba para cursar o mestrado em Administra\u00e7\u00e3o. \u201cNo mestrado senti um impacto, achei dif\u00edcil! Antes, na gradua\u00e7\u00e3o, era muito carinho, muita amizade com os professores e colegas, e no mestrado eram outros professores, muitos livros para ler, um grande volume de atividades. Pensei em desistir. A\u00ed veio o coordenador para me motivar. Tamb\u00e9m fui amadurecendo, estudando. Continuei\u201d, recorda Jacqueline.<\/p>\n<p>Em 1986, por interm\u00e9dio do namorado de uma amiga boliviana, conheceu o marido. \u201cEle disse na \u00e9poca que iria casar comigo. Coisa de jovem. E eu gostei dele porque achava ele muito alegre, gostava de ir para a praia, passear, ent\u00e3o ele foi me conquistando, tocava viol\u00e3o, cantava\u201d, relembra Jacqueline. Em 1987 casou com o paraibano Carlos Jos\u00e9 de Andrade, com quem teve os dois filhos: Carlos Hernando e Scarlet Augusta, e seguiu a trajet\u00f3ria no mestrado, que concluiu em 1990.<\/p>\n<p><strong>Rumos profissionais: a contribui\u00e7\u00e3o acad\u00eamica no Estado da Para\u00edba<\/strong><\/p>\n<p>O in\u00edcio da carreira acad\u00eamica da professora Jacqueline Barrancos foi no Unip\u00ea. Em pouco tempo tamb\u00e9m foi convidada a atuar como docente na Asper. Em 2002 foi aprovada no concurso para atuar no curso de Administra\u00e7\u00e3o do Campus I da UEPB, em Campina Grande. E em 2003 resolveu fazer o doutorado em Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu me achava t\u00e9cnica banc\u00e1ria era isso que queria na \u00e9poca, mas, fui me identificando com a carreira acad\u00eamica. Quando soube que ia abrir o Campus da UEPB em Jo\u00e3o Pessoa eu me envolvi, procurei contribuir ao m\u00e1ximo na formula\u00e7\u00e3o do curso de Arquivologia e trabalhei muito vendo as emendas e auxiliando nessa fase inicial. Fiquei respons\u00e1vel por componentes curriculares de Administra\u00e7\u00e3o do curso de Arquivologia e continuei ministrando componentes do curso de Administra\u00e7\u00e3o do Campus I. At\u00e9 que em 2006 eu aceitei o desafio de coordenar o curso e fiquei \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Campus V, tamb\u00e9m fui convidada a coordenar MBA em Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Humanos. Em 2010 consegui meu remanejamento definitivo\u201d, recorda Jacqueline.<\/p>\n<p>A docente, que foi coordenadora do curso de Arquivologia no per\u00edodo da implanta\u00e7\u00e3o do Campus V em Jo\u00e3o Pessoa acompanhou todo o processo de consolida\u00e7\u00e3o, busca por melhores condi\u00e7\u00f5es estruturais e luta por um campus pr\u00f3prio, e em 2015 foi homenageada pelas turmas concluintes do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e Sociais Aplicadas tendo sido eleita a paraninfa do per\u00edodo 2015.1.<\/p>\n<p>Em agosto de 2018, ocasi\u00e3o do anivers\u00e1rio de 12 anos do Campus V, a docente foi informada da homenagem que seria prestada pela C\u00e2mara de Vereadores de Jo\u00e3o Pessoa por propositura da vereadora Sandra Marrocos. A docente destacou a emo\u00e7\u00e3o de receber tal condecora\u00e7\u00e3o o que a fez reviver toda a trajet\u00f3ria ao longo dos anos na Para\u00edba.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma surpresa e me emocionou porque passou pela minha cabe\u00e7a todo um filme do momento que eu tive que sair da Bol\u00edvia, deixar minhas ra\u00edzes e fui acolhida aqui. \u00c9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que meu trabalho extrapolou os muros da universidade e impactou de forma positiva as pessoas que passaram por mim. Eu me considero j\u00e1 uma brasileira, sou naturalizada. Eu sempre penso na minha cidade, mas, n\u00e3o consigo viver longe daqui, meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 dividido\u201d, frisou Jacqueline.<\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong> <em>Juliana Marques<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDizem que a vida \u00e9 para quem saber viver, mas, ningu\u00e9m nasce pronto. 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