{"id":4804,"date":"2018-03-19T15:25:36","date_gmt":"2018-03-19T15:25:36","guid":{"rendered":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/?p=4804"},"modified":"2018-03-19T15:25:36","modified_gmt":"2018-03-19T15:25:36","slug":"cineclube-do-campus-v-promove-exibicao-de-documentario-o-carcere-e-a-rua-seguida-de-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/cineclube-do-campus-v-promove-exibicao-de-documentario-o-carcere-e-a-rua-seguida-de-debate\/","title":{"rendered":"Cineclube do Campus V promove exibi\u00e7\u00e3o de document\u00e1rio &#8220;O C\u00e1rcere e a rua&#8221; seguida de debate"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/03\/CINECLUBE.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4805 img-responsive\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/03\/CINECLUBE.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/03\/CINECLUBE.jpg 840w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/03\/CINECLUBE-300x162.jpg 300w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/03\/CINECLUBE-768x415.jpg 768w, https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbsa\/files\/2018\/03\/CINECLUBE-370x200.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Cineclube do Campus V da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), promove, nesta ter\u00e7a-feira, 20 de mar\u00e7o, \u00e0s 19h, no audit\u00f3rio Pioneiros, a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cO C\u00e1rcere a a Rua\u201d. Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizado um debate com a media\u00e7\u00e3o dos professores da UEPB M\u00f4nica Santana e Henrique Fran\u00e7a, e a professora da Rede Estadual de Ensino e Coletivo Ad\u00e9lia de Fran\u00e7a, Cinthia Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Dirigido por Liliana Sulzbach o document\u00e1rio \u201cO C\u00e1rcere a a Rua\u201d (2004) mostra\u00a0o choque\u00a0da soltura de tr\u00eas entrevistadas da penitenciaria feminina Madre Pelletier, localizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. <span style=\"line-height: 1.4em\">Com sensibilidade a diretora retrata a experi\u00eancia de tr\u00eas realidades e subjetividades diferentes: a da Cl\u00e1udia, a da Daniela e a da Bet\u00e2nia, conseguindo aprofundar com leveza, n\u00e3o sem densidade, a psicologia do feminino num cotidiano dominado pela solid\u00e3o e pelas perdas.<\/span><\/p>\n<p>O primeiro retrato \u00e9 o da veterana Cl\u00e1udia, negra de 54 anos de idade, acompanhada a meio metro pela c\u00e2mera numa \u00e1rea comercial. Desacostumada com o entorno, porque passou boa parte de sua exist\u00eancia cumprindo pena por latroc\u00ednio \u2013assalto seguido de morte-, compra uma tintura para o cabelo e pergunta onde fica o ponto final de uma linha de \u00f4nibus, ningu\u00e9m lhe fornece uma informa\u00e7\u00e3o precisa. Diante de um rapaz que lhe indica o ponto, surpreso com a equipe de filmagem, ela explica : \u201c \u00e9 que estou saindo da pris\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o ao caso de Cl\u00e1udia, aparece o da menina Daniela, r\u00e9u prim\u00e1ria,\u00a0presa por infantic\u00eddio -tentativa de matar o pr\u00f3prio filho-,o que Daniela, gr\u00e1vida, nega. Ela fica transtornada em poucas semanas quando percebe que ficar\u00e1 por muito tempo reclusa. N\u00e3o fosse o acolhimento e a prote\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udia, certamente se machucaria nas m\u00e3os das internas que n\u00e3o toleram esse tipo de crime.<\/p>\n<p>Entre esse dois lados est\u00e1\u00a0Bet\u00e2nea, presa por assalto, que, passados tr\u00eas anos em regime fechado, tamb\u00e9m tem direito ao semiaberto depois de cumprir um sexto da pena. Mais inst\u00e1vel e jovem que Cl\u00e1udia, ela n\u00e3o se acostuma com o alojamento reservado fora do pres\u00eddio. Sai e decide certa noite, n\u00e3o retornar. Foragida e apesar do medo da pol\u00edcia, pretende n\u00e3o voltar.<br \/>\nUnindo as realidades destas mulheres, a diretora revela uma caracter\u00edstica peculiar dos pres\u00eddios femininos: o abandono. Ao ir para a cadeia a mulher \u00e9 separada dos filhos, abandonada pelo homem. At\u00e9 familiares pr\u00f3ximos se afastam. A m\u00e3e visita o filho durante anos; a filha presa n\u00e3o merece a mesma considera\u00e7\u00e3o. A exce\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 captada no document\u00e1rio: um marido aparece todas as noites diante da porta da penitenci\u00e1ria para gritar em altos brados seu amor por sua mulher.<\/p>\n<p><em>Informa\u00e7\u00f5es retiradas da resenha do filme dispon\u00edvel no blog: <a href=\"http:\/\/kareincastro.blogspot.com.br\/2012\/07\/odocumentario-o-carcere-a-rua-2004.html\">&#8220;As m\u00faltiplas faces do ser&#8221;<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cineclube do Campus V da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), promove, nesta ter\u00e7a-feira, 20 de mar\u00e7o, \u00e0s 19h, no audit\u00f3rio Pioneiros, a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cO C\u00e1rcere a a Rua\u201d. 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