{"id":24822,"date":"2017-06-09T13:12:44","date_gmt":"2017-06-09T13:12:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=33536"},"modified":"2017-06-09T13:12:44","modified_gmt":"2017-06-09T13:12:44","slug":"estudo-sobre-bioma-caatinga-identifica-problemas-ambientais-provocados-pelos-lixoes-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbs\/estudo-sobre-bioma-caatinga-identifica-problemas-ambientais-provocados-pelos-lixoes-na-paraiba\/","title":{"rendered":"Estudo sobre bioma caatinga identifica problemas ambientais provocados pelos lix\u00f5es na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p>No mundo inteiro, os problemas ambientais s\u00e3o alarmantes e um dos biomas que mais sofre os impactos negativos \u00e9 a caatinga. Este, por muito tempo, foi considerado erroneamente como um ecossistema de pouca riqueza biol\u00f3gica, o que comprova um desconhecimento de mundo vivido por milh\u00f5es de brasileiros. O fato de a caatinga ser concebida um ecossistema feio, seco e pobre motivou o seu uso como dep\u00f3sito de res\u00edduos s\u00f3lidos. Dessa forma, o que deveria ser preservado est\u00e1 sendo transformado em lix\u00f5es com centenas de problemas implicados ao meio ambiente e a sociedade.<\/p>\n<p>De acordo com um levantamento feito por uma pesquisa coordenada pela professora M\u00f4nica Maria Pereira da Silva, do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), que integra o Grupo de Extens\u00e3o e Pesquisa em Gest\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (GGEA), a Para\u00edba conta atualmente com 200 lix\u00f5es e a maior parte est\u00e1 localizada no interior da caatinga, contribuindo para a produ\u00e7\u00e3o de chorume, emiss\u00e3o de gases que contribuem para o aumento do efeito estufa e os organismos adaptados aquelas condi\u00e7\u00f5es que, geralmente, det\u00eam potencial adverso \u00e0 sa\u00fade humana.<\/p>\n<p>\u201cDentro dessa pesquisa foram identificados v\u00e1rios impactos ambientais negativos, como a infiltra\u00e7\u00e3o do chorume no solo, a polui\u00e7\u00e3o dos corpos aqu\u00e1ticos, compacta\u00e7\u00e3o e polui\u00e7\u00e3o do solo, polui\u00e7\u00e3o visual, presen\u00e7a de animais e desvaloriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria do entorno. Tudo isso poderia ser evitado se a Lei 12.205\/2010 que trata do fim dos lix\u00f5es estivesse sendo cumprida. A desativa\u00e7\u00e3o de um lix\u00e3o deve ser acompanhada de um plano de recupera\u00e7\u00e3o, o que demanda sobretudo o conhecimento da vegeta\u00e7\u00e3o adaptada a este tipo de ambiente, por isso observamos esses efeitos no bioma caatinga\u201d, explica a professora M\u00e2nica Maria.<\/p>\n<p>Confirme a pesquisa, apesar dessas condi\u00e7\u00f5es de degrada\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, foram identificadas 16 esp\u00e9cies da flora distribu\u00eddas em oito fam\u00edlias. Desse total, sete s\u00e3o reconhecidas como nativas da caatinga (marmeleiro, jurema, macambira, palmat\u00f3ria, pereiro, facheiro, xique-xique,) e nove s\u00e3o ex\u00f3ticas, mas naturalizadas (algaroba, algod\u00e3o de seda, malva, urtiga, mussamb\u00ea, charuteira, mamona, pinh\u00e3o bravo e pinh\u00e3o roxo). Ainda de acordo com as observa\u00e7\u00f5es feitas, \u00e0 medida que essas esp\u00e9cies se estabeleceram provocaram mudan\u00e7as essenciais para a recupera\u00e7\u00e3o daquele ambiente, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a paisagem e a regenera\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>\u201cA promo\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da caatinga n\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o simples. Ela requer supera\u00e7\u00e3o de grandes obst\u00e1culos, como assegurar a gera\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o final alicer\u00e7adas nos princ\u00edpios da sustentabilidade e corresponsabilidade. A desativa\u00e7\u00e3o de um lix\u00e3o n\u00e3o significa que o problema foi solucionado. \u00c9 preciso observar as estrat\u00e9gias aplicadas pela natureza para recuperar estas \u00e1reas, al\u00e9m de n\u00e3o esquecer que isto demanda um longo tempo. A destrui\u00e7\u00e3o da natureza ocorre com rapidez, mas a sua recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 lenta\u201d, afirma a professora.<\/p>\n<p>O bioma caatinga \u00e9 exclusivamente brasileiro. Compreende uma \u00e1rea de 850.000 km\u00b2, representando 70% do Nordeste brasileiro, 11% do territ\u00f3rio nacional e 92% do Estado da Para\u00edba. Possui aproximadamente 28 milh\u00f5es de habitantes. A regi\u00e3o det\u00e9m uma importante biodiversidade, com registro de 178 esp\u00e9cies de mam\u00edferos, 591 de aves, 177 de r\u00e9pteis, 79 esp\u00e9cies de anf\u00edbios, 241 de peixes e 221 de abelhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Givaldo Cavalcanti<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mundo inteiro, os problemas ambientais s&atilde;o alarmantes e um dos biomas que mais sofre os impactos negativos &eacute; a caatinga. 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