{"id":22960,"date":"2017-04-17T13:23:01","date_gmt":"2017-04-17T13:23:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=32718"},"modified":"2017-04-17T13:23:01","modified_gmt":"2017-04-17T13:23:01","slug":"tecnica-de-estimulacao-magnetica-transcraniana-auxilia-reabilitacao-motora-apos-lesao-medular-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbs\/tecnica-de-estimulacao-magnetica-transcraniana-auxilia-reabilitacao-motora-apos-lesao-medular-3\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnica de estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica transcraniana auxilia reabilita\u00e7\u00e3o motora ap\u00f3s les\u00e3o medular"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_32719\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Estimula%C3%A7%C3%A3o-Magn%C3%A9tica-Transcraniana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbs\/files\/2017\/04\/Estimula%C3%A7%C3%A3o-Magn%C3%A9tica-Transcraniana-300x162.jpg\" width=\"300\" height=\"162\" alt=\"T\u00e9cnica de estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica transcraniana auxilia reabilita\u00e7\u00e3o motora ap\u00f3s les\u00e3o medular\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Simula\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o do aparelho Estimulador Magn\u00e9tico Transcraniano<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma pesquisa desenvolvida pelo Laborat\u00f3rio de Neuroci\u00eancias e Comportamento Aplicadas (LANEC) do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) espera contribuir para a melhoria motora de pessoas que sofrem com les\u00e3o medular. A t\u00e9cnica, ainda recente na comunidade cient\u00edfica e pouco aplicada nas unidades de sa\u00fade do pa\u00eds, utiliza um equipamento chamado de Estimulador Magn\u00e9tico Transcraniano para estimular os movimentos de pessoas que sofreram algum trauma medular.<\/p>\n<p>Dependendo da frequ\u00eancia utilizada no equipamento, os est\u00edmulos aplicados podem aumentar ou diminuir a atividade da \u00e1rea cerebral atingida e, assim, pode-se equilibrar o funcionamento neuronal cortical e medular de acordo com o problema apresentado. Sob o t\u00edtulo \u201cEstimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana em Pacientes com Les\u00e3o Medular\u201d a pesquisa, coordenada pelas professoras Val\u00e9ria Ribeiro Nogueira Barbosa e Gilma Serra Galdino, teve origem com a aluna Amanda Vit\u00f3ria Lacerda de Ara\u00fajo ap\u00f3s estudar os mecanismos de a\u00e7\u00e3o da Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m analisou as conex\u00f5es cerebrais e medulares que poderiam ser estimuladas para promo\u00e7\u00e3o de melhora motora ap\u00f3s a les\u00e3o medular incompleta e apresentou a ideia para as professoras, que observaram o potencial da pesquisa, realizaram contribui\u00e7\u00f5es e, atrav\u00e9s do Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (PIBIC), em 2014, iniciaram o estudo com pacientes da Cl\u00ednica Escola de Fisioterapia da UEPB. \u201cFicou evidente que o controle motor dos pacientes foi bem positivo. \u00c9 tanto que essa aluna conseguiu um mestrado na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) por causa dos resultados que obteve nesse PIBIC\u201d, destacou a pesquisadora Val\u00e9ria Ribeiro.<\/p>\n<p>Por verem na pesquisa uma importante ferramenta de promo\u00e7\u00e3o da reabilita\u00e7\u00e3o motora e meio imprescind\u00edvel para o crescimento do conhecimento cient\u00edfico, as professoras doutoras Val\u00e9ria Ribeiro e Gilma Galdino resolveram manter a pesquisa. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso destacar que a pesquisa obteve resultados positivos e pode representar o in\u00edcio de uma nova ferramenta de reabilita\u00e7\u00e3o para pessoas com les\u00e3o medular, mas s\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos para que os resultados observados at\u00e9 o momento possam ser confirmados.<\/p>\n<p>Caio Henrique Oliveira Pinto Brand\u00e3o, aluno do 9\u00ba per\u00edodo, fez parte da primeira equipe e hoje \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo andamento dos trabalhos. Ele explica que quando se estimula o c\u00e9rebro, a execu\u00e7\u00e3o do movimento fica mais f\u00e1cil. Clinicamente, o paciente com les\u00e3o medular apresenta perda de fun\u00e7\u00e3o motora e da capacidade de executar determinados movimentos. A motricidade volunt\u00e1ria \u00e9 reduzida. Associada a essa perda vem uma s\u00e9rie de sintomas com reflexos das les\u00f5es causadas por traumas patol\u00f3gicos, como acidentes de carro, motos, armas de fogo ou armas brancas, bem como o fator heredit\u00e1rio. \u201cEssas aplica\u00e7\u00f5es com EMT v\u00e3o repercutir nas fibras da medula. Ou seja, a gente vai aumentar o est\u00edmulo, o que proporciona uma melhor facilidade para o c\u00e9rebro desempenhar algumas fun\u00e7\u00f5es\u201d, explica Caio.<\/p>\n<p>Devido ao sucesso da pesquisa, a professora Val\u00e9ria diz que a utiliza\u00e7\u00e3o do equipamento representa uma revolu\u00e7\u00e3o dentro da neuromodula\u00e7\u00e3o. Como se trata de uma pesquisa, o n\u00famero de sess\u00f5es, o tempo e par\u00e2metros de estimula\u00e7\u00e3o s\u00e3o estabelecidos para todos os pacientes, n\u00e3o havendo, assim, diferen\u00e7a entre um paciente e outro. Os pacientes s\u00e3o assistidos dentro de um prazo limitado estabelecido na pesquisa. Mesmo o tempo sendo curto, os pacientes relatam evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica percept\u00edvel. \u201cVerificamos que os pacientes que passaram pela pesquisa obtiveram melhoras significativas, evidenciadas por exames\u201d, frisa Caio Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos os pacientes assistidos no Laborat\u00f3rio de Neuroci\u00eancias e Comportamento Aplicadas s\u00e3o acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta pela neurologista e professora da Cl\u00ednica Escola de Fisioterapia, Gilma Serra Galdino, e a professora Val\u00e9ria Ribeiro, acompanhadas por estudantes fisioterapeutas. Al\u00e9m de Caio, outros oito alunos est\u00e3o envolvidos na pesquisa, a exemplo das graduandas Patr\u00edcia Manuela Pereira e D\u00e9bora Ara\u00fajo Nascimento.<\/p>\n<p>O primeiro equipamento de Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana Repetitiva (EMTr) semelhante ao que \u00e9 utilizado hoje surgiu em 1975, na Gr\u00e3-Bretanha. Na UEPB, ele foi solicitado pela professora Doral\u00facia Pedrosa (j\u00e1 falecida), como resultado do doutorado da mesma. Assim, iniciaram-se as pesquisas com a Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana no Departamento de Fisioterapia, contribuindo para o crescimento do conhecimento cient\u00edfico em diversas \u00e1reas da Neuroci\u00eancia e para promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade dos pacientes com diversos dist\u00farbios neurol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Em todo o Nordeste, apenas tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es disp\u00f5em do aparelho. Al\u00e9m da UEPB, utilizam o equipamento no atendimento com Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana repetitiva (EMTr) para tratamento da dor cr\u00f4nica o Instituto de Neurologia e Neurocirurgia Para\u00edba &#8211; INNPAR, sediado em Jo\u00e3o Pessoa, e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).<\/p>\n<p><strong>Tratamento para portadores de enxaqueca<\/strong><\/p>\n<p>A cefaleia (dor de cabe\u00e7a) \u00e9 uma das dores mais prevalentes na popula\u00e7\u00e3o em geral, com v\u00e1rios tipos de classifica\u00e7\u00e3o. Neste sentido, a migr\u00e2nea, conhecida como enxaqueca, \u00e9 um dos tipos de cefaleia mais incapacitante, sendo classificada em migr\u00e2nea aguda ou cr\u00f4nica (com dura\u00e7\u00e3o maior ou igual a 15 dias). Na maioria dos casos, pode vir acompanhada de enjoo, v\u00f4mitos, sensibilidade \u00e0 luz, barulho e cheiros. O tratamento consiste de terapia medicamentosa, podendo estar associada \u00e0 Fisioterapia Neurofuncional a partir de t\u00e9cnicas inovadoras como a Neuromodula\u00e7\u00e3o Cortical n\u00e3o invasiva.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, pesquisa vinculada ao Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (PIBIC), coordenada pela professora Carlucia Ithamar Fernandes, com colabora\u00e7\u00e3o da professora Gilma Serra Galdino, intitulada \u201cEstimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana Repetitiva (EMTr) em indiv\u00edduos portadores de Migr\u00e2nea Cr\u00f4nica\u201d, tem obtido resultados satisfat\u00f3rios, atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o da intensidade e n\u00famero de crises de migr\u00e2nea.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 desenvolvido no Laborat\u00f3rio de Neuroci\u00eancias e Comportamento Aplicadas (LANEC) do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Para\u00edba. A t\u00e9cnica tamb\u00e9m usa o aparelho Estimulador Magn\u00e9tico Transcraniano para ajudar a combater as enxaquecas e dores de cabe\u00e7a. A pesquisa foi iniciada h\u00e1 pouco mais de tr\u00eas anos, cujos indiv\u00edduos participantes s\u00e3o diagnosticados com migr\u00e2nea cr\u00f4nica pela cefaliatra da Cl\u00ednica de Fisioterapia da Institui\u00e7\u00e3o, Gilma Galdino, e em seguida encaminhados para iniciar a Neuromodula\u00e7\u00e3o no LANEC.<\/p>\n<p>A EMTr gera um campo magn\u00e9tico que induz uma corrente el\u00e9trica capaz de excitar ou inibir a atividade cortical, a depender da frequ\u00eancia utilizada. Inicialmente, os indiv\u00edduos s\u00e3o submetidos a instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de escalas espec\u00edficas nos per\u00edodos pr\u00e9, p\u00f3s e follow-up. Ap\u00f3s esta fase, os participantes s\u00e3o submetidos \u00e0 interven\u00e7\u00e3o com EMTr na \u00e1rea M1 ou no C\u00f3rtex Pr\u00e9-frontal Dorsolateral esquerdo, tr\u00eas vezes por semana, totalizando 10 sess\u00f5es com dura\u00e7\u00e3o de 20 a 30 minutos cada.<\/p>\n<p>O projeto compreende quatro acad\u00eamicos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tr\u00eas volunt\u00e1rios, sendo dois deles respons\u00e1veis pela aplica\u00e7\u00e3o da EMTr: Mirian Celly Medeiros Miranda David e Thais de Sousa Andrade. Ap\u00f3s concluir as sess\u00f5es, os pacientes retornam para a doutora Gilma Galdino e muitos relatam os efeitos positivos da t\u00e9cnica no al\u00edvio das dores de cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cGeralmente o paciente tem uma frequ\u00eancia alta de dor e o que queremos \u00e9 diminuir essa intensidade, bem como a frequ\u00eancia de crises\u201d, salienta a acad\u00eamica M\u00edrian Celly. Segundo a estudante, as \u00e1reas do c\u00e9rebro estimuladas pela EMTr est\u00e3o sendo pesquisadas pela comunidade cient\u00edfica, sendo associadas com ativa\u00e7\u00e3o de mecanismos de analgesia e percep\u00e7\u00e3o da dor. A professora Carlucia Ithamar enfatiza que a dor de cabe\u00e7a \u00e9 sempre um inc\u00f4modo e mexe muito com a vida das pessoas. Segundo a especialista, a dor est\u00e1 associada a v\u00e1rios fatores como a quest\u00e3o emocional, a alimenta\u00e7\u00e3o inadequada e fora de hora, fatores gen\u00e9ticos, estresse psicol\u00f3gico, hormonal (este mais frequente na mulher).<\/p>\n<p>A estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica tem sido estudada em doentes com enxaqueca, tanto como medida preventiva bem como uma t\u00e9cnica para tratamento agudo que, quando necess\u00e1ria, \u00e9 utilizada no in\u00edcio da dor. Esse dispositivo produz campo magn\u00e9tico na parte posterior da cabe\u00e7a e n\u00e3o se faz necess\u00e1rio procedimento cir\u00fargico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Severino Lopes<\/em><br \/>\n<em><strong>Foto:<\/strong> Tatiana Brand\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Uma pesquisa desenvolvida pelo Laborat&oacute;rio de Neuroci&ecirc;ncias e Comportamento Aplicadas (LANEC) do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB) espera contribuir para a melhoria motora de pessoas que sofrem com les&atilde;o medular. 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