{"id":1144660,"date":"2021-03-17T14:00:14","date_gmt":"2021-03-17T14:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.interno.uepb.edu.br\/?p=59114"},"modified":"2021-03-17T14:00:14","modified_gmt":"2021-03-17T14:00:14","slug":"uepb-consegue-primeira-patente-concedida-pelo-instituto-nacional-de-propriedade-industrial-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbs\/uepb-consegue-primeira-patente-concedida-pelo-instituto-nacional-de-propriedade-industrial-2\/","title":{"rendered":"UEPB consegue primeira patente concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.interno.uepb.edu.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ximenia.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccbs\/files\/2021\/03\/1315484-ximenia-300x282.png\" width=\"300\" height=\"282\" alt=\"UEPB consegue primeira patente concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial\" \/><\/a><\/figure>\n<p>A Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) conseguiu o reconhecimento da patente \u201cComposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Base de Extrato Vegetal para uso na Endodontia\u201d, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), \u00f3rg\u00e3o federal, vinculado ao Minist\u00e9rio da Economia, e respons\u00e1vel pelo registro e concess\u00e3o de t\u00edtulos de propriedade industrial. O primeiro deferimento de pedido de patente conferido \u00e0 UEPB \u00e9 fruto de pesquisa realizada pela professora do C\u00e2mpus I, Ana Cl\u00e1udia Dantas de Medeiros e estudantes da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A patente est\u00e1 protocolada junto ao INPI sob o n\u00ba BR 10 2014 003325 4. A inven\u00e7\u00e3o trata-se de uma pasta intracanal produzida a partir do extrato nebulizador da planta de nome cient\u00edfico Ximenia americana L. e seus excipientes farmaceuticamente ativos, para uso na endodontia contra infec\u00e7\u00f5es bacterianas. O invento se diferencia dos produtos j\u00e1 existentes no mercado e se destaca ainda por ser uma alternativa vi\u00e1vel para a ind\u00fastria de produtos de uso odontol\u00f3gico, possibilitando a introdu\u00e7\u00e3o no mercado de um novo fitoter\u00e1pico com atividade em infec\u00e7\u00f5es bacterianas.<\/p>\n<p>Vinculada atualmente ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas (PPGCF), Ana Cl\u00e1udia Dantas, \u00e9 uma das idealizadoras dos estudos que resultaram no reconhecimento da patente. Al\u00e9m dela, participaram do desenvolvimento do invento os pesquisadores Lainne Carla Batista Alencar, Cleildo Pereira de Santana, Deysiane Oliveira Brand\u00e3o, Karla Monik Alves da Silva, Felipe Hugo Alencar Fernandes, Alinne Sousa Barbosa e Amaro Lafayette Nobre Formiga Filho, todos hoje ex-alunos da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas e em Odontologia da UEPB, onde a docente tamb\u00e9m realizou orienta\u00e7\u00f5es de mestrado.<\/p>\n<p>A professora Ana Cl\u00e1udia Dantas trabalha com plantas medicinais h\u00e1 21 anos. A atual patente se originou de projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), em que a pesquisadora foi contemplada em 2010 (Edital MCT\/CNPq\/2010). O t\u00edtulo do projeto era \u201cDesenvolvimento de uma pasta intracanal com extratos nebulizado de uma planta medicinal do semi\u00e1rido nordestino\u201d.<\/p>\n<p>Ana Cl\u00e1udia relatou que apesar de trabalhar com plantas, n\u00e3o conhecia a esp\u00e9cie em quest\u00e3o, tendo o professor Ivan Coelho indicado algumas ao projeto e a Ximenia americana apresentado o melhor resultado. O professor Ivan, hoje falecido, era farmac\u00eautico e trabalhava no departamento de Biologia da UEPB. Foi autor do livro \u201cO Raizeiro\u201d, que em 2013 tornou-se campe\u00e3o de vendas na Editora Universit\u00e1ria (EDUEPB). \u201cO professor Ivan sabia tudo sobre plantas medicinais. Sou muito grata a ele e sempre coloco um agradecimento in memorian em meus artigos\u201d, disse Ana Cl\u00e1udia.<\/p>\n<p><strong>O produto<\/strong><br \/>A tecnologia diz respeito a uma medica\u00e7\u00e3o com formula\u00e7\u00e3o \u00e0 base de extrato de uma planta do semi\u00e1rido com propriedades antimicrobianas, conhecida popularmente como ameixa-do-mato, ameixeira-do-brasil e umbu-bravo, entre outros. A formula\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida para produtos relacionados aos campos da medicina dent\u00e1ria, especialmente para uso na endodontia, e composi\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas para uso humano e animal.<\/p>\n<p>O principal apelo da tecnologia \u00e9 a efic\u00e1cia no combate \u00e0 bact\u00e9ria Enteroccocus faecalis no interior de canais radiculares, o que n\u00e3o \u00e9 comum nas medica\u00e7\u00f5es intracanais dispon\u00edveis no mercado. Sendo, portanto, uma alternativa vi\u00e1vel para a ind\u00fastria de produtos de uso odontol\u00f3gico, possibilitando a introdu\u00e7\u00e3o no mercado de um novo fitoter\u00e1pico.<\/p>\n<p><strong>Processo de patente<\/strong><br \/>Conclu\u00edda a pesquisa liderada pela professora Ana Cl\u00e1udia Dantas, a entrada do registro da patente se deu no ano de 2014. A coordenadora de Propriedade Intelectual da Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Universidade Estadual da Para\u00edba (Inovatec\/UEPB), professora Simone Lopes, afirmou que a an\u00e1lise de patente \u00e9 mesmo longa. No Brasil, a m\u00e9dia \u00e9 que o processo leve cerca de 10 anos, do pedido de registro \u00e0 valida\u00e7\u00e3o. O deferimento foi publicado pelo INPI em 16 de mar\u00e7o de 2021 e em, breve, a UEPB dever\u00e1 receber a carta patente.<\/p>\n<p>A professora Simone ainda explicou que inicialmente h\u00e1 uma solicita\u00e7\u00e3o junto ao INPI para conceder \u00e0 Universidade e aos inventores a titularidade da patente. Depois de um longo e rigoroso processo, esta pode ser ou n\u00e3o concedida. Sendo deferida, significa que o produto possui novidade, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e \u00e9 pass\u00edvel de aplica\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>Com isso, \u00e9 atribu\u00eddo o tempo de 20 anos para utilizar-se da patente. Este \u00e9 o protocolo brasileiro e mundial para registros envolvendo tecnologia. Ap\u00f3s tempo determinado, passa a ser de dom\u00ednio p\u00fablico. Outorgada a carta, o produto est\u00e1 apto para transfer\u00eancia de tecnologia e comercializa\u00e7\u00e3o. Atualmente, a UEPB possui 77 patentes em an\u00e1lise no INPI.<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Juliana Rosas<br \/><strong>Foto:<\/strong> Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) conseguiu o reconhecimento da patente \u201cComposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Base de Extrato Vegetal para uso na Endodontia\u201d, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), \u00f3rg\u00e3o federal, vinculado ao Minist\u00e9rio da Economia, e respons\u00e1vel pelo registro e concess\u00e3o de t\u00edtulos de propriedade industrial. 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