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Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Projeto da Universidade Estadual recebe recurso para pesquisa ecológica de longa duração no Rio Paraíba

19 de julho de 2021

Projeto da Universidade Estadual recebe recurso para pesquisa ecológica de longa duração no Rio ParaíbaFoi assinado, na manhã desta segunda-feira (19), o repasse de recursos ao Projeto Rio Paraíba Integrado, desenvolvido na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e aprovado no Programa Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD). A audiência aconteceu no Gabinete da Reitoria da Universidade e contou com a participação da reitoria Célia Regina Diniz e do presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (FAPESQ), Roberto Germano, além de representantes das duas Instituições.
A FAPESQ assinou o repasse dos recursos totais no valor de R$ 199 mil ao projeto Rio Paraíba Integrado, aprovado no PELD, em um edital do Governo Federal que apoia pesquisas científicas que necessitam de um período longo de coleta de dados e análises para entender o funcionamento dos ecossistemas. Neste, estão envolvidos o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa.
Também participaram da audiência a professora Nadja Oliveira, pró-reitora adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa da UEPB; o professor Luciano Albino, chefe de gabinete da Reitoria; o professor Etham Barbosa, coordenador do projeto Rio Paraíba Integrado; Joseline Molozzi, vice-coordenadora do projeto; Andre Pessanha, docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação (PPGEC); a diretora adjunta do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), professora Cláudia Martiniano; e o deputado estadual Buba Germano.
Etham Barbosa é professor do Departamento de Biologia da UEPB e também coordena o Laboratório de Ecologia Aquática (LEAq). O Projeto Rio Paraíba Integrado propõe estudos relacionados à bacia do Rio Paraíba, mudanças climáticas e integração de pesquisas com foco na sustentabilidade socioambiental e econômica.
O PELD é um programa de relevância no meio científico e com repercussão no exterior. A importância para o estado foi ressaltada por Roberto Germano, presidente da FAPESQ. “Estamos muito satisfeitos com a aprovação dos projetos neste edital importantíssimo, que tem uma dimensão internacional”, disse. O deputado estadual Buba Germano, que também é presidente da Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização dos Entes Federativos em Estado de Calamidade Pública da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), e na ocasião também se colocou à disposição da Universidade no que diz respeito ao diálogo com a Casa Legislativa do Estado.

Projeto Rio Paraíba Integrado: do local ao internacional
Para se preservar o meio ambiente é preciso entender as transformações da biodiversidade, analisar o comportamento das espécies e saber o impacto da ação humana nas macro e microrregiões do país. Para isso, é necessária uma pesquisa de longa duração. “A transposição e as mudanças climáticas são temas a longo prazo, que impactam não só as questões ecológicas mas também sociais, econômicas e geopolíticas da bacia do rio e do estado”, afirmou o professor Etham Barbosa.
O estudo terá como foco a bacia do Rio Paraíba, da nascente até a foz. O objetivo do PELD Rio Paraíba Integrado está fundamentado em três pontos essenciais: acompanhamento da transposição do Rio São Francisco, não só na questão ambiental, mas com relação ao desenvolvimento regional; o cenário das mudanças climáticas; e a integração de pesquisas com foco na sustentabilidade socioambiental e econômica voltado para o desenvolvimento da Paraíba.
Ao longo dos quatro anos de estudo o projeto avaliará os efeitos das atividades provocadas pelo homem ao longo do Rio Paraíba e analisará o comportamento de estrutura de populações biológicas, em ecossistemas terrestres e aquáticos, bem como avaliar a eficiência das unidades de conservação da área. Nesses quatro anos de duração dos recursos do edital, o projeto tem algumas metas a cumprir, porém, como enfatizou o professor Etham Barbosa, são diversas variáveis e ecossistemas complexos a serem avaliados, que podem levar décadas.
A UEPB é a executora deste projeto, que possui um arranjo institucional bastante diverso. Há, no momento, 70 pesquisadores envolvidos, 15 programas de pós-graduação, 10 instituições nacionais e algumas internacionais, número que pode vir a variar no decorrer dos anos. “O projeto faz parte de um dos programas mais longevos do CNPq, que é o PELD. É um estudo ambicioso, de grande escala, que envolve parceiros locais, regionais, nacionais e internacionais. Análises e resultados certamente trarão uma excelente base para políticas públicas do país”, afirmou o coordenador do projeto.

Texto: Juliana Rosas
Fotos: Hipólito Lucena