{"id":328,"date":"2017-11-22T18:47:20","date_gmt":"2017-11-22T21:47:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uepb.edu.br\/?p=37006"},"modified":"2017-11-22T18:47:20","modified_gmt":"2017-11-22T21:47:20","slug":"produtores-e-pesquisadores-discutem-estrategias-para-impulsionar-cultivo-de-batata-agroecologica-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centros.uepb.edu.br\/ccaa\/2017\/11\/22\/produtores-e-pesquisadores-discutem-estrategias-para-impulsionar-cultivo-de-batata-agroecologica-na-paraiba\/","title":{"rendered":"Produtores e pesquisadores discutem estrat\u00e9gias para impulsionar cultivo de batata agroecol\u00f3gica na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p>Produzida de forma ecol\u00f3gica e sem uso de agrot\u00f3xicos e venenos, a batatinha \u00e9 hoje uma das culturas que impulsionam a agricultura familiar no chamado Territ\u00f3rio da Borborema, gera renda e favorece o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o. A cultura, que no passado j\u00e1 foi forte e entrou em processo de decl\u00ednio desde 2013, come\u00e7ou a se reerguer gra\u00e7as a um conjunto de a\u00e7\u00f5es realizadas pela Comiss\u00e3o Territorial da Batata, com apoio da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), por meio do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias Ambientais (CCAA), do C\u00e2mpus de Lagoa Seca, notadamente, pelo N\u00facleo de Extens\u00e3o Rural Agroecol\u00f3gica por meio do (NERA).<\/p>\n<p>Cerca de 80 agricultores beneficiados pela iniciativa se reuniram nesta quarta-feira (22), no CCAA, para avaliar os efeitos das novas pesquisas e t\u00e9cnicas aplicadas para eliminar as pragas que atacam a batatinha, receber informa\u00e7\u00f5es e planejar estrat\u00e9gias e a\u00e7\u00f5es para 2018. O 2\u00ba Semin\u00e1rio Revitaliza\u00e7\u00e3o da Batata Agroecol\u00f3gica foi pensado e organizado pelo NERA da UEPB, em parceria com a Comiss\u00e3o Territorial da Batata Agroecol\u00f3gica. O evento reuniu, al\u00e9m dos agricultores, pesquisadores da \u00e1rea, estudantes e representantes dos \u00f3rg\u00e3os parceiros, a exemplo da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Emepa), Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural da Para\u00edba (Emater-PB) e Banco do Nordeste.<\/p>\n<p>As boas vindas aos participantes foram dadas pelo diretor do C\u00e2mpus II, professor Suenildo Oliveira Costa, e pelo diretor da Escola Agr\u00edcola Assis Chateaubriand, professor Jos\u00e9 F\u00e9lix. O diretor colocou, inclusive, o Complexo Agroindustrial, instalado no local, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos agricultores para processar a batatinha. Compuseram a mesa de abertura e apresentaram relatos de experi\u00eancias bem sucedidas na \u00e1rea, a professora a coordenadora do NERA\/UEPB, \u00c9lida Correia; o pesquisador Emanoel Dias, representante do AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia); o sindicalista Nelson Anacleton, que representou o Polo Sindical da Borborema; o secret\u00e1rio Ben\u00e9rio Ara\u00fajo, representando a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio da Para\u00edba (SEDAP); e Jos\u00e9 Vicente, que representou o BNB.<\/p>\n<p>Inicialmente foi realizada uma mesa redonda sobre a import\u00e2ncia da batata ecol\u00f3gica para a regi\u00e3o. Ap\u00f3s a atividade foram realizadas tr\u00eas oficinas destinadas aos agricultores com os temas \u201cManejo e Fertilidades do Solo\u201d, \u201cDoen\u00e7as\u201d e \u201cQualidade da Batata Sementes\u201d. A ideia foi fornecer mais conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico aos agricultores, para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de batatinha nas pr\u00f3ximas safras. \u201c\u00c9 uma produ\u00e7\u00e3o que vem ganhando escala no Territ\u00f3rio da Borborema e, recentemente, n\u00f3s come\u00e7amos a realizar pesquisas com o apoio da Universidade para melhorar essa cultura e fortalecer a agricultura familiar\u201d, destacou Emanoel Dias, representante do AS-PTA e um dos organizadores do evento.<\/p>\n<p>Emanoel garantiu que o trabalho desenvolvido pela Associa\u00e7\u00e3o, com apoio da UEPB, tem fortalecido a seguran\u00e7a alimentar das fam\u00edlias e assegurado a fixa\u00e7\u00e3o dos agricultores no campo. Mesmo a regi\u00e3o tendo atravessado cinco anos de seca, os agricultores conseguiram manter a produ\u00e7\u00e3o de batatinha. Em m\u00e9dia, cada agricultor chega a produzir at\u00e9 sete toneladas de batatinha por ano, sempre com o acompanhamento do NERA da UEPB. Esse n\u00famero, segundo avalia\u00e7\u00e3o de Emanoel, ainda \u00e9 pequeno, mas deve aumentar com as novas iniciativas.<\/p>\n<p>Em todo Territ\u00f3rio da Borborema, 68 fam\u00edlias produzem batatinhas atualmente, sendo que no passado esse n\u00famero chegou a 100, tendo sido reduzido devido \u00e0s irregularidades das chuvas e a falta de incentivo dos poderes p\u00fablicos. O representante do AS-PTA destacou que a principal a\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 garantir um produto saud\u00e1vel, livre de veneno e agrot\u00f3xico, que vem sendo fundamental para as melhorias das condi\u00e7\u00f5es dos agricultores e agricultoras da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 pesquisa e fornecimento de conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico, entra o N\u00facleo de Extens\u00e3o Rural Agroecol\u00f3gica da UEPB. Desde o ano de 2013 o NERA se tornou parceiro da Comiss\u00e3o Territorial da Batata Agroecol\u00f3gica e tem contribu\u00eddo no processo de revitaliza\u00e7\u00e3o da batata agroecol\u00f3gica. A professora \u00c9lida Correia, que coordena um projeto concebido dentro do programa de extens\u00e3o \u201cAgroecologia e o di\u00e1logo de saberes na Universidade\u201d, disse que o trabalho tem ajudado a mudar a realidade. Ela conta que a iniciativa \u201cCapacita\u00e7\u00e3o de agricultores no cultivo da batatinha agroecol\u00f3gica quanto ao manejo de pragas e doen\u00e7as\u201d nasceu a partir de uma demanda dos pr\u00f3prios agricultores que estavam sofrendo danos econ\u00f4micos devido \u00e0 incid\u00eancia de doen\u00e7as nos campos de produ\u00e7\u00e3o de batata agroecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O primeiro passo foi reunir estudantes dos cursos de Agroecologia e t\u00e9cnico em Agropecu\u00e1ria do C\u00e2mpus II e desenvolver estudo para identificar as pragas que atacavam a batatinha. Um diagn\u00f3stico das pragas e doen\u00e7as que ocorrem nos campos de produ\u00e7\u00e3o de batata agroecol\u00f3gica do agreste paraibano foi feito e os agricultores receberam capacita\u00e7\u00e3o quanto ao manejo ecol\u00f3gico delas. Algumas t\u00e9cnicas alternativas foram aplicadas e os resultados foram al\u00e9m do esperado. A apresenta\u00e7\u00e3o de novas medidas de manejo ecol\u00f3gico permitiu aos agricultores combater as pragas e manter a produ\u00e7\u00e3o. No entanto, a professora reconhece que ainda \u00e9 preciso avan\u00e7ar nas pesquisas. A pr\u00f3xima etapa dos trabalhos ser\u00e1 uma visita de campo nas propriedades rurais.<\/p>\n<p>Robson Alves Gertrudes \u00e9 produtor de batatinha agroecol\u00f3gica desde 1998. Ele destacou que a cultura vem passando por um processo de revitaliza\u00e7\u00e3o desde a instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o, com o apoio do NERA. Robson produz 14 toneladas de batatinha por ano e 40 toneladas de batata-doce, sem contar outras culturas. \u201cUm semin\u00e1rio como esse \u00e9 muito importante para adquirirmos mais conhecimentos\u201d, frisou.<\/p>\n<p>Como representante do Polo Sindical da regi\u00e3o, Nelson Anacleto tra\u00e7ou um hist\u00f3rico da batatinha na regi\u00e3o e disse que a academia tem dado grande contribui\u00e7\u00e3o para alavancar o setor. O secret\u00e1rio Ben\u00e9rio Ara\u00fajo, da SEDAP, disse que o maior desafio da Secretaria \u00e9 tornar a Para\u00edba o maior produtor de batatinha do pa\u00eds. J\u00e1 Jos\u00e9 Vicente garantiu qu<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/produtores-e-pesquisadores-discutem-estrategias-para-impulsionar-cultivo-de-batata-agroecologica-na-paraiba\/#gallery-37006-1-slideshow\">Clique para exibir o slide.<\/a><\/p>\n<p>e o Banco do Nordeste continua sendo o maior financiador de empr\u00e9stimos para os produtores rurais. O semin\u00e1rio contou ainda com a apresenta\u00e7\u00e3o do resultado do monitoramento da produ\u00e7\u00e3o da batata ecol\u00f3gica deste ano e planejamento das a\u00e7\u00f5es para 2018.<\/p>\n<p><em><strong>Texto:<\/strong> Severino Lopes<\/em><br \/>\n<em><strong>Fotos:<\/strong> Edv\u00e2nia Barbosa<\/em><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/produtores-e-pesquisadores-discutem-estrategias-para-impulsionar-cultivo-de-batata-agroecologica-na-paraiba\/\">Produtores e pesquisadores discutem estrat\u00e9gias para impulsionar cultivo de batata agroecol\u00f3gica na Para\u00edba<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"http:\/\/www.uepb.edu.br\/\">UEPB<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produzida de forma ecol&oacute;gica e sem uso de agrot&oacute;xicos e venenos, a batatinha &eacute; hoje uma das culturas que impulsionam a agricultura familiar no chamado Territ&oacute;rio da Borborema, gera renda e favorece o desenvolvimento econ&ocirc;mico da regi&atilde;o. 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