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Centro de Ciências Sociais Aplicadas

Oficinas e palestra sobre desafios da folkcomunicação marcam início do Seminário Folkcom 2017

28 de setembro de 2017
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A 14ª edição do Seminário “Os Festejos Juninos no Contexto da Folkcomunicação e da Cultura Popular” foi aberta oficialmente na tarde desta quarta-feira (27), em Campina Grande, reunindo professores, alunos e representantes do cenário cultural regional em torno da temática “Pedagogia da folkcomunicação e da cultura popular”. A solenidade de abertura aconteceu no Auditório I da Central de Integração Acadêmica da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e contou com a apresentação do Trio de Forró Show, de Campina Grande, interpretando músicas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.

Formaram a mesa de abertura o coordenador de Comunicação Institucional da UEPB, Hipólito Lucena, representando o reitor Rangel Junior; a chefe do Departamento de Jornalismo, Socorro Palitó; o coordenador do Curso de Jornalismo, Arão de Azevedo; o pró-reitor de Cultura, José Cristóvão de Andrade; o presidente da Associação de Quadrilhas Juninas de Campina Grande, Luis Lima; e o idealizador e um dos organizadores do Seminário, professor Luiz Custódio da Silva.

Em sua fala, o professor Custódio lembrou da importância de manter vivas as discussões sobre folkcomunicação, no sentido de buscar uma criticidade do público receptor e garantir espaços para os segmentos que normalmente não têm oportunidade de mostrar os seus trabalhos. “É preciso ampliar as possibilidades educativas em folkcomunicação para os projetos e pós-graduações, garantindo um maior envolvimento de todos com essas questões”, disse.

A conferência de abertura foi ministrada pela professora Maria de Lourdes Macena de Souza, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), que discorreu sobre o tema “Desafios da Folkcomunicação e da Cultura Popular na Contemporaneidade”. Em suas considerações, ela destacou que a cultura popular é um “balaio muito grande”, onde cabe tudo, inclusive o patrimônio imaterial, como os tesouros vivos, os mestres populares, os grupos, coletividades e expressões culturais que difundem os saberes. Para ela, o ambiente educativo deveria se firmar como um espaço comunicacional e empreendedor dessas práticas desde a infância, tendo em vista que “a educação popular deve acontecer de forma contínua, envolvendo disciplinas como Geografia, Matemática e História, e promovendo o ensino da cultura popular de forma interdisciplinar na escola”.

O evento teve continuidade com a mesa redonda “Mestres do Saber e da Memória Popular”, mediada pela professora Socorro Palitó e que contou com a participação de grandes nomes da cultura regional e de professores que promovem a divulgação desse tipo de conhecimento, como: Dona Joana Alves (forró e rabeca), Ingrid Fechine (rendeiras), Lenira Rita e Lima Filho (quadrilhas juninas), Lia de Itamaracá (ciranda), Luizinho Calixto (oito baixos) e Mestre Sabiá (capoeira Angola).

Nos turnos da manhã e noite, estudantes e pesquisadores inscritos no Folkcom tiveram a oportunidade de escolher entre as 10 oficinas que movimentaram o primeiro dia do evento, reunindo inúmeros participantes. Entre as temáticas disponíveis, estavam não apenas as relacionadas a cultura popular, como também as que constam como oportunidades do cenário do jornalismo atual, a exemplo de produção de TV, conteúdo para redes sociais, jornalismo de banco de dados, jornalismo de subjetividade e assessoria de comunicação.

 

Texto e fotos: Giuliana Rodrigues

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