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Centro de Ciências Humanas e Agrárias

Câmpus de Catolé de Rocha recebe etapa do 2° Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos

28 de maio de 2018
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Os caminhoneiros pararam o Brasil, mas não pararam a comitiva da Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) que seguiu rumo a Catolé do Rocha, na última sexta-feira (25) para a realização do 2º Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos. A quarta etapa da iniciativa, efetivada pela UEPB por meio da Procult, deu-se em parceria com a direção do Câmpus IV e com a Prefeitura Municipal, inserida na programação oficial dos 83 anos de emancipação política da cidade.

As atividades do evento iniciaram logo na entrada do Câmpus IV, com a apresentação dos emboladores de coco, Will e Canário, e presença marcante do público. Seguindo com a programação do período da tarde, o Encontro teve como sede o Projeto XiqueXique – Espaço Aberto de Aprendizagem Comunitária. Idealizado pelo professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Pedro Nunes, o XiqueXique é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, situado no Sítio das Pedras – Cajueiro, município de Catolé do Rocha. Instalado naquela área rural do Alto Sertão da Paraíba, o projeto conta com diversos espaços de exposição e de desenvolvimento de atividades culturais, trilhas para caminhadas, incluindo Parque Temático das Pedras e Museu de Memória Local, entre outros.

Na sede do XiqueXique, o Encontro foi aberto pelo coordenador local, professor Marcelo Vieira, que também coordena o Núcleo de Arte e Cultura do Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA). Marcelo destacou a alegria, em nome de todos do Câmpus IV, por fazer parte do evento, ressaltando a natureza da iniciativa, de fortalecimento à música de raiz e de impulsionar a expressão artística da Paraíba. Acompanhado pela diretora do CCHA, Vaneide Lima e pelo diretor da Escola Agrotécnica do Cajueiro, Edivan da Silva Nunes Júnior, Marcelo deu as boas vindas aos integrantes do Encontro. “É nosso desejo que aproveitem bastante as atividades propostas e possam conhecer melhor o talento desses artistas que representam tão bem a qualidade da nossa música”, disse.

O pró-reitor de Cultura da UEPB, José Cristóvão de Andrade, pontuou que este Encontro ficará na história. “Na prática, mostramos a importância da cultura na mobilização do povo, seu papel de mudança e de transformação da sociedade. O Encontro tem esta ampla sintonia com a arte regional, anda de mãos dadas com a manifestação popular”, frisou.

Em seguida, começou a aula espetáculo com Luizinho Calixto. Em sua preleção, Luizinho apontou algumas estratégias usadas por ele, no manual que escreveu ensinando os detalhes da execução de excelência na sanfona de oito baixos, bem como da afinação do instrumento. Da aula também participaram João e Marcelo Calixto, além dos professores do Centro Artístico Cultural da UEPB, Erivan Ferreira e João Batista. Mais tarde começaram as apresentações dos inscritos, havendo ainda declamações de José Ferreira Neto e do poeta Lino Sapo, mestre de cerimônias da segunda edição do Encontro.

Rock e Forró com Assis Rosa

Na parte da noite, o 2° Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos da Paraíba se juntou a programação dos 83 anos de emancipação política de Catolé do Rocha, abrindo o evento Rock na Praça, que acontece anualmente nesse período, na Praça Prefeito Sérgio Maia. Homenageado do Encontro, Assis Rosa encantou os presentes, desfiando na sanfona sucessos memoráveis do cancioneiro nordestino.

Nascido em 21 de maio de 1951, José Rosa da Silva Filho nasceu em Riacho dos Cavalos (PB). Começou seu caminho musical em 1971, tocando em festas de aniversário e da padroeira, casamentos, festas juninas e em encontros com amigos. No ano passado, foi agraciado com o título de cidadão catoleense pela Câmara Municipal de Catolé do Rocha. Para ele, um verdadeiro presente que veio oficializar a relação de pertencimento que já dispunha com a cidade.

O primeiro instrumento de Assis foi uma gaita, aos 12 anos. Devido às dificuldades financeiras enfrentadas pela família, somente cinco anos mais tarde conseguiu adquirir uma sanfona. Atualmente, o artista reside no Bairro Tancredo Neves, em Catolé, e goza de renome no município quando se fala em música, resistência e regionalidade.

Texto: Oziella Inocêncio
Fotos: Hugo Tabosa e Uirá Agra

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