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Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Projeto de extensão da UEPB aplica técnicas de massagem para prevenir e tratar cefaleia tensional

13 de setembro de 2017

Dor de cabeça é um incômodo que, se você nunca sentiu, até o fim da vida possivelmente sentirá. A cefaleia, como também é conhecida, é um mal que atinge até 95% da população, costuma ser mais frequente em mulheres e surge como uma dor de leve a moderada em toda a cabeça, desencadeada por doenças, estresse ou cansaço, podendo durar de uma hora até vários dias e em crises mais intensas.

Algumas profissões mais estressantes e que exigem maior esforço físico, posições desconfortáveis ou esgotamento mental também costumam gerar dores de cabeça regulares, mas que nunca podem ser encaradas como “normais”. Pensando em aliviar esses sintomas, a Clínica Escola de Fisioterapia disponibiliza no Câmpus I da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, o projeto “Cefaleia do Tipo Tensional e Algias na Coluna: Oficina de Massagem”, com atividades todas as quartas-feiras, das 14h às 17h30.

O projeto, coordenado pela professora Socorro Barbosa, é voltado tanto para a comunidade acadêmica da UEPB (alunos, professores e técnicos administrativos) como também para a comunidade em geral. “Muitos acompanhantes dos pacientes também participam desta oficina, que busca oferecer uma melhor qualidade de vida a todos que costumam sentir tensão ou que não dormem bem e sentem dores nas costas, ombros e cabeça”, disse a professora, explicando que com massagens e o ensino de algumas técnicas de alongamento e postura os pacientes alcançam o alívio e aprendem a evitar as indesejáveis dores.

Pensando em atender os pacientes da melhor forma, durante a massagem há todo um ambiente favorável ao relaxamento. A sala conta com ar-condicionado, macas específicas para massagem, música suave, pouca luminosidade e uso de óleo canforado, utilizado para o alívio da dor. Cada paciente tem direito a 20 sessões. Ao todo, cinco alunos extensionistas realizam os atendimentos, com duração de meia hora cada, incluindo neste processo a verificação de sinais vitais e respiratórios, antes e depois da massagem.

“Temos observado que os pacientes chegam muito ‘acelerados’, mas saem com melhoras nas frequências respiratória, cardíaca e na pressão arterial, pois aqui conseguem relaxar”, afirma Socorro Barbosa. Ao chegarem, os pacientes respondem a um questionário protocolar, com perguntas que giram em torno de frequência da dor, profissão, como trabalham, que atividades paralelas mantém, se praticam exercícios físicos, entre outras questões que visam investigar se o problema se trata de cefaleia tensional ou enxaqueca. Dependendo da gravidade do paciente, ele poderá ser encaminhado a um neurologista.

“Os benefícios recebidos são imediatos: a dor é minimizada e a frequência com que ela aparece também. Há ainda um alívio da ansiedade, da tensão, um relaxamento muscular, melhora a circulação e, com tudo isso, atinge-se uma melhor qualidade de vida, que é o nosso grande objetivo. Hoje a massagem já é reconhecida pelos profissionais de saúde como um recurso utilizado para a prevenção de dor”, informa a professora Socorro.

Requisitos para participar

Os interessados em participar da oficina de massagem devem se inscrever na Secretaria da Clínica Escola de Fisioterapia, localizada no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UEPB, Câmpus de Bodocongó, apresentando documento de identificação com foto, número de telefone e a sintomatologia (que é feita na própria Clínica, a partir da avaliação dos alunos de Fisioterapia).

Já os graduandos participantes do projeto de extensão são alunos que já devam ter cursado a disciplina “Recursos e terapêuticos e manuais”, no 4º período, e tenham conhecimento sobre as respostas fisiológicas que o paciente pode sentir com as massagens.

Para os alunos de Fisioterapia, além do benefício de aumentar seus próprios conhecimentos na área, eles mantêm contato direto com a comunidade e obtêm uma visão do que é trabalhar com o outro, já que se trata de uma preparação para o estágio supervisionado e para o mercado de trabalho, para pesquisas, e até para iniciação no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), constando como experiência enriquecedora para o aluno de extensão.

O projeto, que tem mais de 15 anos de existência, atende uma média de 40 pacientes por ano, de forma contínua, e agora pretende ampliar os serviços também para as manhãs das terças-feiras. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (83) 3315-3346.

 

Texto: Giuliana Rodrigues

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